Ideraldo de Assis - Conexão Eclésia https://servolivre.com/author/ideraldoassis/ Nosso propósito é edificar o Corpo de Cristo Mon, 26 Aug 2024 13:28:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://servolivre.com/wp-content/uploads/2024/10/cropped-servolivre-favicon-32x32.png Ideraldo de Assis - Conexão Eclésia https://servolivre.com/author/ideraldoassis/ 32 32 Reino de Deus e ficção cristã https://servolivre.com/2024/08/24/ficcao-crista/ https://servolivre.com/2024/08/24/ficcao-crista/#respond Sat, 24 Aug 2024 18:29:57 +0000 https://servolivre.com/?p=12560 Como a ficção pode contribuir com a propagação de uma mensagem? Como pode cooperar com o Reino de Deus na

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Como a ficção pode contribuir com a propagação de uma mensagem? Como pode cooperar com o Reino de Deus na terra?

“A que vens, Filho da Terra? – perguntou Aslam.
-A Rainha de Nárnia e Imperatriz das Ilhas Desertas deseja salvo-conduto para vos falar sobre um assunto que tanto interessa a vós como a ela – disse o anão, na ponta da língua.
– Ah! Rainha de Nárnia! – comentou o Sr. Castor.
– Mas é muito cara de pau!…
– Calma, Castor – disse Aslam. – Todos os títulos serão restituídos a quem de direito. Não vale a pena discutir por enquanto. – E, voltando-se para o anão: – Diga a sua senhora que o salvo-conduto está concedido, sob a condição de ela deixar a vara mágica debaixo daquele grande carvalho.

(Lewis, C. S, “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa”, 3˚ edição, Martins Fontes, São Paulo, pg 135)

As famosas “Crônicas de Nárnia”, de C. S Lewis, se tornaram muito populares, principalmente depois do lançamento da série de filmes em 2005. E se tornaram a mais famosa obra no cenário do gênero de ficção cristã desde então. O trecho acima se trata de um diálogo que acontece no segundo livro da série, “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa”, enquanto acontecia a negociação da libertação de Edmundo, personagem que simboliza o pecador, das mãos da feiticeira branca, personagem que simboliza satanás e a morte. O Leão, uma representação branda da pessoa de Jesus, se sacrificaria no lugar de Edmundo. Essa é uma das alegorias mais óbvias que encontramos na obra de C.S Lewis, que era um cristão anglicano convicto.

Esse tipo de obra traz consigo muitos elogios e fãs apaixonados, mas também algumas críticas por parte de quem acredita que o evangelho não precisa desse tipo de expressão. Ou há quem simplesmente acredite que a representação de Cristo, em qualquer imagem, sob qualquer circunstância, fere o sagrado segundo mandamento da lei: “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há no céu ou na Terra”. (Êxodo 20:4) No entanto, respeitando a fé e consciência de cada um, é ponto pacífico entre os que percebem a força da literatura e, especialmente da ficção, na construção de uma boa imaginação, que esse tipo de representação contribui para a compreensão de mensagens e símbolos.

Eu tenho experimentado a leitura de obras como essas com nossos filhos há aproximadamente cinco anos. E como é interessante perceber que a leitura, que já tem um impacto muito positivo na cognição e no aprendizado, se potencializa quando lemos livros como o de Lewis. Eu confesso que, quando mais novo, não tinha muita paciência para esse tipo de leitura, não entendia a riqueza de exercitar a imaginação e o quanto isso faz bem. Nunca havia percebido que esse tipo de exercício sempre foi utilizado por Deus com o seu povo, para guiá-lo e instruí-lo.

Uma vez, enquanto lia a versão do Rei James da Bíblia, me deparei com uma informação bem interessante sobre a imaginação. Quando Davi orou ao Senhor no fim de sua vida, fez declarações profundas sobre aquilo que desejava para o futuro de seu povo:

“Ó Senhor Deus de Abraão, Isaque e Israel, nossos pais, conserva para sempre na imaginação dos pensamentos do coração do teu povo, e prepara o seu coração para Ti.” 1 Crônicas 29.18 BKJ

Davi pediu a Deus para que a imaginação de seu povo fosse preparada como uma terra pronta para receber sementes. E assim, o coração das pessoas seria preparado para adorá-lo. Nossa mente é um campo a ser semeado. Nossa imaginação é o primeiro campo missionário que deveríamos, todos os dias, trabalhar, semear, enchê-la de toda a verdade de Deus. Ele sempre se ocupou de cultivar o imaginário de seus filhos, pois mais do que ninguém, sabe o quanto esse ambiente mental impacta no estilo de vida, na saúde da alma, nas escolhas cotidianas, nas conquistas que cada homem foi chamado a realizar. E, nesse sentido, o Reino de Deus pode ser melhor explicado à nossa alma. Nosso Cristo foi e é Mestre nessa arte. Afinal de contas, era um contador de parábolas.

 

Você conhece o livro “A biblioteca das histórias não contadas”? É uma fantasia baseada em princípios e muito bem escrita pela Gabriella Campos , que está disponível na loja da editora Servo Livre.

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Preconceito enraizado na alma https://servolivre.com/2020/08/31/preconceito-enraizado-na-alma/ https://servolivre.com/2020/08/31/preconceito-enraizado-na-alma/#respond Mon, 31 Aug 2020 13:30:06 +0000 https://servolivre.com/?p=12389 As instituições são frias. Não passam de um bando de papéis e estatutos. As instituições são feitas de pessoas. Essas

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As instituições são frias. Não passam de um bando de papéis e estatutos. As instituições são feitas de pessoas. Essas sim, são perversas ou justas.

Todo o problema institucionalizado e estrutural é herança. Herança de mentes que ainda não se livraram do fútil procedimento que herdamos dos nossos antecessores. E é exatamente disso e mais algumas coisas que o sangue do Cristo nos comprou embora seja desprezado.

“Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação, sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (I Pedro 1.18).

Se o evangelho fosse levado a sério, o problema do preconceito estrutural estaria muito mais atenuado. Não existe outra solução. Se palavras como essas forem levadas em consideração, muita coisa muda:

“Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2.3).

“O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12.9-10)

Foram palavras como essas que miscigenaram os relacionamentos no primeiro século depois de Jesus. Romanos aceitaram judeus, judeus aceitaram gregos. Judeus, samaritanos, etíopes, gregos, bárbaros, medos, partos, arábios, elemitas, tornaram-se um só povo (Efésios 2.14).

O preconceito, o racismo, estão enraizados na alma humana. Não se trata de adquirir uma mente esclarecida para passarmos a tratar nossos semelhantes de forma igual. Não é problema de simples ignorância intelectual. O problema está no coração. Não se permita ser sequestrado por movimentos políticos de qualquer orientação.

Por que buscamos soluções ridículas travestidas de altruísmo vazio? Por que vazio? Por que tudo que não é eterno, é eternamente inútil.[C.S. Lewis] O evangelho está contido em uma história de propósito eterno. Ele é o único meio que Deus usa para transformar o homem de dentro pra fora, corroendo as consequências estruturais.

Conheço famílias, descendências, que mudaram de rumo quando se renderam ao evangelho de Cristo. Isso sim resolve.

Ideraldo Costa de Assis

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As torres serão abaladas https://servolivre.com/2020/04/15/as-torres-serao-abaladas/ https://servolivre.com/2020/04/15/as-torres-serao-abaladas/#respond Wed, 15 Apr 2020 14:11:13 +0000 https://servolivre.com/?p=12330 Deus está, vez ou outra, derrubando torres como fez em Babel. Ali naquele episódio (Gênesis 11), ficou claro que a

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Deus está, vez ou outra, derrubando torres como fez em Babel. Ali naquele episódio (Gênesis 11), ficou claro que a pretensão humana de fazer seu próprio nome célebre, é abominável para Aquele que pode, com apenas um vírus, dispersar toda a humanidade, deixando claro quem realmente está na direção do cosmos.

A fragilidade do cosmos

Nesse cosmos se inclui a direção das nossas vidas, a natureza, os governos, os governantes, o conhecimento, a riqueza, as hostes celestiais. Por isso, todo o nosso planejamento e intenções , necessitam estar humildemente sujeitos ao governo dos céus. Não é boa a nossa pretensão e vanglória. (Tiago 4.15-16)

Observe como as torres humanas erguidas ao longo das eras, são abalados de vez em quando. Torres da ciência, da filosofia, da religião, do mercado financeiro, da política, dos grandes poderosos, dos nossos pequenos planos pretenciosos costumam desabar diante de nossos olhos.

Isso foi determinado nas escrituras para que acontecesse:

“Mais uma vez, farei tremer não só a terra, mas também os céus”. Isso significa que toda a criação será abalada e removida, de modo que permaneçam apenas as coisas inabaláveis. Uma vez que recebemos um reino inabalável, sejamos gratos e agrademos a Deus adorando-o com reverência e santo temor” (Hebreus 12.26-28)

O caráter vão de nossos planos

Nosso otimismo quanto à uma vida mais confortável e duradoura nesse mundo é de vez em quando abalado por Deus. É abalado por amor! Porque amor? Por que é recorrente que na história o otimismo humano substitua o temor a Deus. Temos essa tendência natural de trocar o conhecimento de Deus e o temor a Ele por coisas inúteis ou parcialmente úteis.

“Uma vez que consideraram que conhecer a Deus era algo inútil, o próprio Deus os entregou a um inútil modo de pensar, deixando que fizessem coisas que jamais deveriam ser feitas. A vida deles se encheu de toda espécie de perversidade, pecado, ganância, ódio, inveja, homicídio, discórdia, engano, malícia e fofocas” (Romanos 1.28-29)

Esse último texto mostra a consequência trágica de uma vida sem temor a Deus em que desprezamos seu conhecimento. Por isso, para nos poupar, Ele se encarrega de destruir as nossas torres que nos enchem de falsa esperança e realizações presunçosas. É válido lembrar:

“Os néscios são mortos por seu desvio, e aos loucos a sua impressão de bem-estar os leva à perdição” (Provérbios 1.32)

Não se entristeça por que os planos mudaram ou pela possibilidade de perdermos poder econômico. Entristeça-se pela falta de capacidade de nos arrependermos e nos voltarmos genuinamente para Ele. Quem sabe, pela Sua bondade, nos conduza ao verdadeiro e lucrativo arrependimento.

“Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” (Romanos 2.4)

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Um contágio preocupante https://servolivre.com/2020/04/14/um-contagio-preocupante/ https://servolivre.com/2020/04/14/um-contagio-preocupante/#respond Wed, 15 Apr 2020 02:22:30 +0000 https://servolivre.com/?p=12336 Temos refletido muito ultimamente sobre o contágio e proliferação de um vírus, um mal “invisível” e letal, que tem levando

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Temos refletido muito ultimamente sobre o contágio e proliferação de um vírus, um mal “invisível” e letal, que tem levando muitos de nós ao medo. Um dos dilemas que vivemos é justamente o fato de não se saber exatamente quem tem ou não o vírus, pois em determinadas circunstâncias ele não fica visível, não se manifesta de forma clara, podendo assim se disseminar muito rapidamente.

Me recorre à mente algumas advertências aparentemente duras e intransigentes das escrituras em relação à outro tipo de contágio preocupante. A contaminação com a carne e a mundo: Dois inimigos igualmente letais.

Judas adverte sobre a importância dos mais maduros socorrerem os mais vulneráveis e instáveis na fé, com toda a cautela. Como um profissional de saúde deve tomar todos os cuidados possíveis para não se contaminar ao tratar os infectados. O fato de serem maduros não os torna imunes aos efeitos do alto contágio da carne – nossa natureza caída e corrupta. A advertência era que se odiasse até mesmo a roupa contaminada pela carne:

E compadecei-vos de alguns que estão na dúvida; salvai-os, arrebatando-os do fogo; quanto a outros, sede também compassivos em temor, detestando até a roupa contaminada pela carne” (Judas 1:22.23)

Tal é o poder dessa nossa velha natureza e não nos damos conta. Qual será essa taxa de letalidade, taxa de transmissão? Como nos imunizamos dessa doença? A carne contamina as coisas do espírito sem que percebamos. O orgulho facilmente toma conta de motivos inicialmente espirituais por exemplo. A ira toma conta de motivos zelosos, a inveja e a obstinação contaminam o nosso desejo genuíno de crescer e prosperar, a vaidade contamina nossa disciplina pela vida saudável, a vaidade contamina nosso interesse inicialmente genuíno em servir de todo o coração.

A advertência quanto ao mundo é bem ilustrada quando Pedro fala sobre Ló, sobrinho de Abraão, que viveu em um contexto muito parecido com o nosso, onde a impureza, a maldade a relativização da verdade e do conhecimento de Deus eram comuns. O ambiente era Sodoma e Gomorra. Alguns da casa de Ló já se sentiam à vontade. Se tornaram totalmente integrados aos costumes e pensamento predominantes naquelas cidades. Mas Ló mantinha uma mentalidade diferente:

“E livrou o justo Ló, afligido pelo procedimento libertino daqueles insubordinados (porque este justo, pelo que via e ouvia quando habitava entre eles, atormentava a sua alma justa, cada dia, por causa das obras iníquas daqueles), é porque o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o Dia de Juízo, especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo. Atrevidos, arrogantes, não temem difamar autoridades superiores” (2 Pedro 2.4-10)

Ló se afligia profundamente pelo procedimento deteriorante das pessoas de sua época. Aquela mentalidade que cultuava o prazer e a vontade própria, chocavam com os valores que Ló carregava:

Ainda não tinham ido se deitar quando todos os homens de Sodoma, jovens e velhos, chegaram de toda parte da cidade e cercaram a casa. Gritaram para Ló: “Onde estão os homens que vieram passar a noite em sua casa? Traga-os aqui fora para nós, para que tenhamos relações com eles!” (Gênesis 19.4-5)

Talvez esses valores tenham sido aprendidos com Abraão. E Ló os mantinha vivos e se incomodava com aquele modo de viver das pessoas de seu tempo. Vivia angustiado e afligido! Não se contaminava.

O Senhor sabe livrar da provação os piedosos. Aqueles que não se permitem contaminar, os quais adotam medidas de cautela, não em relação às pessoas, mas ao vírus que as contamina. Muitas vezes adotamos uma postura totalmente relaxada ao permitir que os valores do mundo e da carne nos contaminem. Cantamos suas músicas, ouvimos seus conselhos, admiramos seus poetas, assentamos em suas rodas, nos alimentamos do mesmo humanismo. Exaltamos o homem, os sentimentos, o prazer, o ter, o fazer, os objetivos obstinados. Necessitamos aprender a lidar com o rigor necessário para não adoecermos com as imundas paixões. O quadro mais grave da doença é chegarmos ao ponto de negarmos e rejeitarmos completamente a qualquer governo, inclusive o do Senhor sobre nossas vidas. 

“Andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo” (2 Pedro 2.10)

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Mudanças de prioridade em tempos de crise? https://servolivre.com/2020/04/14/mudancas-de-prioridade-em-tempos-de-crise/ https://servolivre.com/2020/04/14/mudancas-de-prioridade-em-tempos-de-crise/#respond Wed, 15 Apr 2020 02:14:04 +0000 https://servolivre.com/?p=12333 Em tempos de crise, cerco e aperto, somos postos à prova se manteremos as prioridades imexíveis, princípios imutáveis. Asa, rei

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Em tempos de crise, cerco e aperto, somos postos à prova se manteremos as prioridades imexíveis, princípios imutáveis.

Asa, rei de Judá foi considerado um rei justo que buscou o Senhor de todo coração. Implementou uma verdadeira restauração do culto em honra a Deus, o Senhor, Deus de seus Pais. Contudo em um momento de aperto das circunstâncias, quando soube que os “irmãos” inimigos de Israel se organizavam contra ele, tomou uma atitude no mínimo estranha e incoerente frente aos seus atos anteriores. Ao invés de buscar o Senhor como já havia feito em outras ocasiões, foi ao templo do Senhor e retirou toda a prata e ouro que haviam ali dedicados a Deus para oferecer como pagamento em troca da aliança com outro rei para salvá-lo daquele momento. Uma proposta política e pragmática para por fim à uma crise diplomática:

“No trigésimo sexto ano do reinado de Asa, Baasa, rei de Israel, invadiu Judá e fortificou Ramá, a fim de impedir que qualquer um entrasse ou saísse do território de Asa, rei de Judá. Em resposta, Asa removeu a prata e o ouro dos tesouros do templo do SENHOR e do palácio real. Enviou a prata e o ouro a Ben-Hadade, rei da Síria, que governava em Damasco com a seguinte mensagem: “Façamos um acordo, você e eu, como aquele que houve entre seu pai e o meu. Envio-lhe prata e ouro. Rompa seu acordo com Baasa, rei de Israel, para que ele me deixe em paz” (2 Crônicas 16.1-3)

Asa confiou em seu cacife político, sabia o que fazer. Negociou uma prioridade: arrancou os tesouros do templo, tocou na honra do Senhor. A glória de Deus já não era sua prioridade. Talvez entendesse que o momento exigisse esse “sacrifício”. Deus o reprovou:

“Por esse tempo, o vidente Hanani foi a Asa, rei de Judá, e lhe disse: “Uma vez que você confiou no rei da Síria, em vez de confiar no SENHOR, seu Deus, perdeu a oportunidade de destruir o exército do rei da Síria. Você não se lembra do que aconteceu aos etíopes, aos líbios e a seu exército enorme, com todos os seus carros de guerra e cavaleiros? Naquela ocasião, você confiou no SENHOR, e ele os entregou em suas mãos. Os olhos do SENHOR passam por toda a terra para mostrar sua força àqueles cujo coração é inteiramente dedicado a ele. Como você foi tolo! De agora em diante, haverá guerras contra você” (2 Crônicas 16.7-9)

Chama a atenção:

Ele foi ao templo retirar a prata e ouro dos utensílios: Uma atitude pragmática. Em tempos de contingenciamento e racionamento somos muito tentados a seguir uma lógica de remanejamento de prioridades. Seja financeira ou de qualquer outro recurso. Nesse caso o templo era a figura que representava a relação entre Deus e aquele povo. Representava a própria presença de Deus, a honra e a primazia que deveria permanentemente ter no íntimo daquela nação. Lembre-se que aquele templo e aqueles tesouros foram consagrados à aliança tão esperada e celebrada outrora pelos antepassados de Asa.

Algo aconteceu no interior de Asa! Ele era um homem interessado em agradar a Deus. Porém não totalmente. É necessário compreendermos que o Senhor se interessa profundamente por encontrar em nós, homens e mulheres, integridade. Essa é a virtude que é sinônimo de ser inteiro, completo. Deus não quer corações parciais, divididos. As vezes nos escondemos atrás de alguns termos como equilíbrio, cautela, moderação, para disfarçar nossa falta de inteireza. Asa nos ensina que podemos fazer grandes reformas, movimentos, demonstrar grande devoção sem contudo sermos inteiramente dedicados a Ele. Que em tempos de crise, Seu Reino e Sua justiça sigam sendo nossa prioridade!

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Abram-se as igrejas! https://servolivre.com/2020/04/14/abram-se-as-igrejas/ https://servolivre.com/2020/04/14/abram-se-as-igrejas/#respond Wed, 15 Apr 2020 02:09:38 +0000 https://servolivre.com/?p=12327 Abri um email de um site de notícias que acompanho, com uma matéria do Alexandre Garcia, repetindo uma frase que

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Abri um email de um site de notícias que acompanho, com uma matéria do Alexandre Garcia, repetindo uma frase que estamos ouvindo e lendo muito ultimamente: “Abram as igrejas!”. Com a frase, o jornalista repete o apelo do secretário do Vaticano que se utiliza do argumento, muito difundido nesse período, de que as pessoas necessitam de conforto espiritual nesse tempo de angústias. O argumento é verdadeiro e com ele alega a necessidade dos prédios católicos se abrirem nos tempos do covid-19. As pessoas precisam de conforto espiritual, mas não somente disso. Elas precisam de luz, necessitam ver algo que ainda não enxergam. Necessitam, antes de tudo, ouvir a voz de Deus que repetidamente é ignorada.

“Pois Deus fala repetidamente, embora as pessoas não prestem atenção” (Jó 33.14)

Esse apelo para abrir as “igrejas” me faz pensar automaticamente na compreensão bíblica do assunto: Igrejas não se fecham pois não são lugares, mas igrejas se fecham quando endurecem o coração para ouvir a voz de Deus e para a necessidade alheia. Igreja são pessoas e pessoas se fecham para Deus e para as outras pessoas.

“Tenham cuidado para não se recusarem a ouvir aquele que fala. Porque, se aqueles que se recusaram a ouvir o mensageiro terreno não escaparam, certamente não escaparemos se rejeitarmos aquele que nos fala do céu” (Hebreus 12.25)

Nesse episódio, o autor da carta aos Hebreus, relembra o momento em que o povo de Israel se negou a subir o monte Sinai, local em que Deus escolhera para se manifestar ao povo no deserto. E com essa lembrança destaca a advertência de que não se deve desprezar a voz do Espírito que hoje pode habitar no homem. Nos fechamos para Deus quando ignoramos a importância de ouvir sua voz e Suas instruções.

A igreja também pode se fechar quando essa se torna insensível às necessidades das pessoas. Sejam elas “as de dentro” ou as “de fora”. Quem são os de dentro? A irmandade, aqueles que são incluídos no corpo pelo batismo. Muitas vezes ignoramos e não nos atentamos para a necessidade dos nossos companheiros de jornada, não nos interessamos em sermos ativos com o zelo, seja zelo com o coração ou com necessidades materiais alheias.

“No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor” (Romanos 12.11)

“Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?” (1 João 3.17)

E quem são os de fora? aqueles que necessitam, antes de tudo, passar pela porta do arrependimento e se converterem àquele que chama todos os povos e nações a se voltarem pra Ele. Pessoas angustiadas que andam sem esperança e que estão nesse momento sofrendo com seus sonhos e perspectivas frustradas. São aqueles que são oprimidos pelo diabo, escravizados pelos medos, angústias e traumas.

“Sabem também que Deus ungiu Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder. Então Jesus foi por toda parte fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo diabo, porque Deus estava com ele” (Atos 10.38)

Ao ler a parte do artigo do Alexandre Garcia, veio ao meu coração a necessidade de atendermos o apelo de Paulo aos Coríntios:

“Para vós outros, ó coríntios, abrem-se os nossos lábios, e alarga-se o nosso coração. Não tendes limites em nós; mas estais limitados em vossos próprios afetos. Ora, como justa retribuição (falo-vos como a filhos), dilatai-vos também vós” (2 Coríntios 6.11)

Espero que as igrejas se abram! Dilatando o coração…

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Descanso e Abundância https://servolivre.com/2020/03/15/descanso-e-abundancia/ https://servolivre.com/2020/03/15/descanso-e-abundancia/#respond Sun, 15 Mar 2020 19:43:44 +0000 https://servolivre.com/?p=12216 “Logo, ainda há um descanso definitivo à espera do povo de Deus. Porque todos que entraram no descanso de Deus

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“Logo, ainda há um descanso definitivo à espera do povo de Deus. Porque todos que entraram no descanso de Deus descansam de seu trabalho, como Deus o fez após a criação do mundo. Portanto, esforcemo-nos para entrar nesse descanso. Mas, se desobedecermos, como no exemplo citado, cairemos” (Hebreus 4:9-11 NVT).

Existe um lugar espiritual que o autor da carta aos Hebreus chama de “descanso”, um lugar também descrito no antigo testamento para onde Deus queria levar seu Povo. Muitos acreditam ser um pedaço de terra. Entretanto, ao fazer uma investigação mais profunda descobrimos que se trata de uma condição de repouso e confiança absoluta nEle. Um lugar de paz em que se prova o melhor da terra. Era essa a condição de relacionamento que Deus esperava ter com o seu povo. Esse lugar que se encontra na dimensão espiritual é a posição favorável, o ponto de “equilíbrio”, onde a ansiedade da vida, a amargura e o cansaço não encontram espaço. Deus continua conduzindo seus filhos a encontrá-lo nesse lugar, à sombra de suas asas.

“Ele o cobrirá com as suas penas, e o abrigará sob as suas asas; a sua fidelidade é armadura e proteção” (Salmos 91:4).

O livro de Levítico, um livro pulado por muita gente que não suporta ler os inúmeros detalhes descritos ali, relata diversas instruções de Deus a Moisés acerca do estilo de vida em forma de mandamentos. Muitas vezes não conseguimos enxergar que os mandamentos são nada mais do que instruções que moldam uma vida de sabedoria. No capítulo 25 desse livro, Deus instruiu acerca do ano do descanso. Ensina sobre o sábado:

“Quando Moisés estava no monte Sinai, o SENHOR lhe disse: “Dê as seguintes instruções ao povo de Israel. Quando entrarem na terra que eu lhes dou, a terra deverá observar um sábado para o SENHOR a cada sete anos. Durante seis anos, vocês semearão os campos, podarão os vinhedos e farão a colheita, mas no sétimo ano a terra terá um ano sabático de descanso absoluto. É o sábado do SENHOR. Durante esse ano, não semeiem os campos nem façam a poda dos vinhedos. Não ceifem o que crescer espontaneamente nem colham as uvas dos vinhedos não podados. A terra terá um ano de descanso absoluto. Comam o que a terra produzir espontaneamente durante seu descanso. Isso se aplica a vocês, a seus filhos, a seus servos e servas, e também aos trabalhadores contratados e aos residentes temporários que vivem em seu meio” (Levítico 25.1-6).

Observe que essa instrução representa um desafio: Uma atitude de completa confiança em Deus. Pois de imediato nosso coração faz contas: Será que vai ter o suficiente? Será que a terra produzirá por conta própria de verdade? Nosso controle é posto em xeque. Essa ordem também traz consigo uma linda lição: “Esperem apenas aquilo que eu produzir, diz o Senhor”. Quantas coisas produzimos com nossa capacidade e braço forte? Quantos desdobramentos e realizações são fruto de nossa incapacidade de esperar que Deus aja. Nos chocamos com o pensamento que insiste em nos assediar de que se não mexermos nossos “pauzinhos” nada vai acontecer.

O BOM SENSO E A BONDADE

O texto prossegue e o Senhor ensina estatutos maravilhosos que confrontam o egoísmo:

“Mostrem seu temor a Deus não tirando vantagem um do outro. Eu sou o SENHOR, seu Deus” (Levítico 25:17).

Essa instrução faz todo sentindo. Um coração que não experimenta o descanso de Deus pode até mesmo explorar, competir e tirar vantagem de quem se coloca em seu caminho. Facilmente usamos as pessoas para alcançar nossos objetivos e depois as descartamos.

O FRUTO DO DESCANSO

Temos a mania de subestimar os frutos do descanso. Pensamos que pelo fato não de empregarmos a força que consideramos necessária no empreendimento, colheremos frutos mirrados e subnutridos. Confiamos deliberadamente na meritocracia e por desconhecer a generosidade do Deus a quem pertencemos, nos surpreendemos:

“Se quiserem viver seguros na terra, sigam os meus decretos e obedeçam aos meus estatutos. Então a terra produzirá colheitas fartas, vocês comerão até se saciarem e viverão em segurança. Talvez vocês perguntem: ‘O que comeremos no sétimo ano, uma vez que não temos permissão de semear nem de colher nesse ano?’. Podem ter certeza de que no sexto ano eu lhes enviarei a minha bênção, de modo que a terra produzirá o suficiente para três anos. No oitavo ano, quando semearem seus campos, ainda estarão comendo da colheita farta do sexto ano. De fato, ainda estarão comendo dessa colheita quando fizerem a nova colheita no nono ano” (Levítico 25.18-22).

A fartura, fidelidade e a precisão são atributos inerentes ao nosso Deus. Desconfiamos da quantidade, desconfiamos da falta, e insistentemente questionamos o tempo de Deus porque ainda não mudamos de jugo. Ainda não escolhemos aceitar o jugo e o fardo de Jesus. Continuamos a caminhar com excesso de peso.

“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mateus 28:29-30).

Jugo é direção e fardo, é peso. Só encontraremos o verdadeiro descanso para nossas almas se nossa direção for alterada e se o peso da viagem for suavizado por Jesus. Todos os dias temos a escolha de desfrutar desse lugar, contemplando cada detalhe, louvando a Deus, com a gratidão renovada por aquilo que passamos a enxergar.

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Educando Crianças – Como criar filhos (3 a 7 anos) https://servolivre.com/2019/02/09/educando-criancas-3-a-7-anos/ https://servolivre.com/2019/02/09/educando-criancas-3-a-7-anos/#respond Sat, 09 Feb 2019 20:30:29 +0000 https://servolivre.com/?p=11899 A formação de uma família, em especial a criação de filhos, traz consigo um grande desafio que deveria nos quebrantar

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A formação de uma família, em especial a criação de filhos, traz consigo um grande desafio que deveria nos quebrantar e nos tornar mais próximos de Deus. Deveríamos reconhecer que essa tarefa não pode ser bem sucedida sem que Aquele que nos criou presida todo o processo. Para que isso aconteça, nossa intenção deveria estar alinhada ao Eterno Propósito que Ele um dia sonhou e ainda sonha: Ter uma família de muitos filhos com a qualidade da semelhança de Jesus, o primogênito, para o louvor de Sua própria glória.

No entanto, muitos de nós, pais, ainda vivemos sem saber em qual direção conduziremos nossas famílias. As muitas propostas humanistas e secularistas nos fazem pensar em objetivos completamente distantes do alvo que está no coração de Deus, e em consequência disso sofremos por ignorar total ou parcialmente as verdades espirituais que só a Palavra contém. Muitas dessas propostas estão disponíveis em livros, sites ou vídeos no You Tube. Tudo o que se encontra geralmente passa por como formar adultos bem sucedidos, equilibrados, boas pessoas. Mas será que esses objetivos alcançam aquilo que Deus projetou? Será que esses objetivos são suficientes para produzir filhos de Deus que vão herdar a vida eterna? Quais são as características do coração do homem que se rende completamente a Deus? Não seria isso que deveríamos alcançar?

O livro “Educando crianças: como criar filhos de 3 a 7 anos”, escrito por Gary Ezzo e Robert Bucknam, tenta falar com pais convertidos e não-convertidos sobre a importância do tema e sugere uma visão bíblica sobre o “Para quê” criamos filhos. Fornece também algumas ideias de como alcançar esse objetivo, contemplando os principais medos e desafios dos pais dessa geração complicada em que vivemos. O livro faz parte de uma série que vai desde a primeira infância até a adolescência. Essa série é produzida e usada pela Universidade da Família em seus cursos e seminários. Ainda não tive a oportunidade de ler todos os livros, mas consegui extrair muita coisa boa desse que retrata a faixa etária do meu filho mais velho.

Refletindo sobre “para quê” criamos filhos, os autores propõem alguns objetivos:

  • Apreciar e desfrutar dos filhos. Bem como o próprio Deus o deseja, também de certo modo pensamos em um dia desfrutar da companhia, amizade e continuidade que nossos filhos podem vir a representar. Um filho tolo e orgulhoso não é apreciado por ninguém e é resistido por Deus.
  • Criar filhos que sejam alegria e bênção para todos que o cercam;
  • Criar filhos que sejam preparados para a vida: Diferente de criar filhos “para o mundo”, como ouvimos por aí. Nosso dever é conduzir, treinar e tudo que envolve o processo de preparar os filhos para a realidade da vida: Tanto dessa terra quanto a da eternidade.

Ética centrada na criança.

Uma das causas que impedem esses objetivos de serem alcançados é a ética centrada na criança. Os autores de “Educando crianças” explicam de forma prática, as características e consequências desse tipo de criação. Fica deflagrado logo nos primeiros capítulos, a percepção dos autores (da qual eu comungo) de que os pais modernos tendem a querer gerar bons sentimentos em seus filhos a qualquer custo. Como se esse culto dos bons sentimentos fosse mais importante que a formação interior necessária para que o indivíduo aprenda lidar de maneira apropriada com a vida.

O medo que os filhos sofram, o medo de não fazer a coisa certa, o medo que o filho se torne excessivamente tenso ou desequilibrado, muitas vezes impedem os pais de contribuir efetivamente com o seu desenvolvimento. Como dizem os autores do livro Educando Crianças: “Muitos adultos educam seus filhos movidos por seus próprios temores, conflitos e decepções de infância mal resolvidos”.

Segundo os autores, as raízes desse problema podem ser explicadas por diversas razões. Mas uma delas está ligado ao pensamento iluminista do filósofo David Hume, que embrionariamente considerava que “sentimentos prazerosos são bons e os desagradáveis são ruins” considerando que a prática dessas considerações desembocaria no bem estar de uma sociedade altruísta.

Os autores argumentam: “Quando convertidas da teoria para um estilo de vida, essas ideias resultaram em moralidade e educação de filhos voltados para os sentimentos”. “Se algo o faz se sentir bem, então faça” é o que diz essa filosofia.”. Um dos grandes dilemas desse pensamento são as práticas excessivamente condescendentes que minam a estrutura basal do relacionamento familiar: O uso da autoridade.

O desmoronamento do conceito de autoridade

Para quem busca andar com Deus, é inevitável que o princípio elementar da autoridade seja compreendido de forma clara e cristalina. Toda autoridade emana dAquele que está assentado sobre o trono do universo. (Isaías 40:22) E a partir desse trono, Sua autoridade é delegada para o estabelecimento da ordem em todos os contextos da vida (Romanos 13.1).

Pensar ou falar sobre exercer autoridade sobre os filhos, de uns tempos para cá tomou uma conotação totalmente depreciativa. Confunde-se exercer autoridade com autoritarismo. E um grande problema se instaura na ordem emocional e psíquica da sociedade quando a autoridade é abandonada ou distorcida. Ficando assim intacta a raiz da rebelião que é justamente o que nos afasta de Deus. A relativização da verdade tem conduzido a sociedade a um relativismo moral que atinge em cheio as relações parentais normais, gerando pessoas escravas da própria vontade e do hedonismo.

Seja pai agora, e amigo depois.

Muitos pais anseiam iniciar sua relação com os pequenos a partir de um conceito de amizade que a criança ainda não é capaz de construir e retribuir. Estabelecer as prioridades é necessário, como em uma construção. Os autores de “Educando crianças” apontam a necessidade de um caminho a ser construído, para que o elo de ligação deixe de ser apenas o uso da autoridade para a liderança pela influência. O que faz muito sentido.

No princípio, a rebelião humana natural precisa ser incisivamente refreada pelo uso da autoridade para que os contornos morais comecem a ser desenvolvidos. O treino pela palavra “não” que delimita até onde a criança deve ir faz-se necessário intensamente desde a primeira infância.

O livro “Educando Crianças” não faz tanta referência ao uso da vara, prática recomendada pelos conselheiros que fundamentaram toda a moral cristã que Jesus homologou. Nessa fase da infância, as brincadeiras e a amizade não são tão necessárias quanto a ênfase na correção da rebelião manifestada pela insensatez própria da criança.

“A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela” (Provérbios 22.15).

Embora não se aborde de forma mais profunda esse tema necessário, os autores exploram pontos que contribuem de forma equilibrada com a prática das verdades bíblicas, o que torna o livro “Educando crianças” uma boa ferramenta para os pais que estão em busca de se aprofundar nesse tema com temor e tremor diante da palavra.

Portanto, indicamos a leitura dessa obra.

Em Cristo,
Ideraldo Costa de Assis

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Quem realmente torturou Jesus? https://servolivre.com/2018/10/25/quem-realmente-torturou-jesus-2/ https://servolivre.com/2018/10/25/quem-realmente-torturou-jesus-2/#respond Thu, 25 Oct 2018 14:47:46 +0000 https://servolivre.com/?p=11665 Recentemente vi alguém falar que caso Jesus vivesse em nosso tempo, seria preso e morto pelas ideias recentemente difundidas em

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Recentemente vi alguém falar que caso Jesus vivesse em nosso tempo, seria preso e morto pelas ideias recentemente difundidas em nosso país sobre o trato com o crime e com as minorias, atribuindo assim ao mestre a figura de um frágil torturado e massacrado por uma elite. Será que essa é realmente a forma com que o Pai quer que vejamos o Filho? A cada dia que passa Jesus tem sido apresentado pela ótica de indivíduos que distorcem completamente as Escrituras em favor de seu prisma político-ideológico. Esses indivíduos estão nos dois lados: Na esquerda e na direita.

Jesus não era um pobre coitado excluído da sociedade que foi torturado por um regime tirano e opressor. Ele teve oportunidades claras e facilitadas para que não sofresse injustamente. Na verdade, tudo foi facilitado para que Ele não cumprisse as Escrituras. Inclusive, as leis romanas e judaicas contavam com um sistema judiciário que ofereciam julgamento.

“Nicodemos, um deles, que antes fora ter com Jesus, perguntou-lhes: Acaso, a nossa lei julga um homem, sem primeiro ouvi-lo e saber o que ele fez?” (João 7:50-51).

Haviam cortes e instâncias Romanas representadas por tribunais:

“E, estando ele no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não te envolvas com esse justo; porque hoje, em sonho, muito sofri por seu respeito” (Mateus 27:19).

Pilatos queria soltar Jesus:

“Desejando Pilatos soltar a Jesus, insistiu ainda” (Lucas 23:20).

JESUS FOI CONDENADO POR QUE VOLUNTARIAMENTE SE ENTREGOU

“Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la” (João 10:17-18).

Esse rótulo de fragilidade e representação de minorias se dissolve quando percebemos a grandeza que levou Jesus a se sacrificar, se portando como um verdadeiro e heróico governante. Jesus não estava protestando e defendendo minorias! Ele estava se entregando por TODOS! Até mesmo por aquela elite religiosa que o invejava.

O POVO REJEITAVA E IRONIZAVA JESUS

A narrativa ideológica tenta colocar Jesus como um torturado e perseguido apenas pelas elites. O que não era verdade:

“Não vos deu Moisés a lei? Contudo, ninguém dentre vós a observa. Por que procurais matar-me? Respondeu a multidão: Tens demônio. Quem é que procura matar-te?” (João 7:19-20).

Mais tarde, a mesma multidão que havia sido suprida por Ele, se divide e muitos o ignoram e até mesmo exigem sua prisão:

“Quando as multidões o ouviram dizer isso, alguns declararam: “Certamente este homem é o profeta por quem esperávamos”. Outros afirmaram: “Ele é o Cristo”. E ainda outros disseram: “Não é possível! O Cristo virá da Galileia? As Escrituras afirmam claramente que o Cristo nascerá da linhagem real de Davi, em Belém, o povoado onde o rei Davi nasceu”. Assim, a multidão estava dividida a respeito de Jesus. Alguns queriam que ele fosse preso, mas ninguém pôs as mãos nele” (João 7:40-44).

JESUS FOI TORTURADO E MORTO POR CAUSA DE INVEJA

Homens pertencentes a uma elite religiosa se levantaram contra Jesus por um simples motivo: Inveja. Queriam ter o que ele tinha. Queriam o poder e a autoridade que exercia. Queriam a admiração e respeito que o povo tinha por Ele apesar de não ter feito parte de seus seminários e escolas teológicas.

Pilatos percebeu que a inveja era o motivo da elite religiosa:

“Pois ele bem percebia que por inveja os principais sacerdotes lho haviam entregado” (Marcos 15:10).

Essa inveja pelo poder e autoridade que Jesus exercia naturalmente sobre as pessoas, me faz lembrar a ambição política que muitos partidos assumidamente possuem. Existem planos de poder para manter o povo guiado pela batuta de partidos que defendem ideologias paternalistas. Que apresentam o Estado como o provedor e mantenedor dos chamados menos favorecidos. Nos países em que essa ideologia se instaura e se perpetua, abertamente surge uma tensão violenta entre o Estado e a igreja. Por que acredita-se que a “religião” tem poder sobre as pessoas. Mal sabem eles que o que cativa os corações é o Espírito daquele que preenche tudo e todos.

NÃO FOI UMA PERSEGUIÇÃO POLÍTICA!

Cumpriu-se o que o Pai havia predeterminado pela espada das autoridades vigentes.

“Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido; porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram” (Atos 4:26-28).

JESUS FOI TORTURADO E MORTO PARA TIRAR O PECADO DO MUNDO
E isso foi do agrado do Pai

“Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu” (Isaías 53.10-12)

Tentar equiparar Jesus a um mero ativista social é o mesmo que rebaixá-lo de forma grotesca! O Jesus a quem eu sirvo NÃO seria um ativista social! ELE simplesmente É o grande EU SOU.

Em Cristo,
Ideraldo Costa de Assis

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Me atrevendo a falar de um tema difícil https://servolivre.com/2018/08/14/atrevendo-falar-de-um-tema-dificil/ https://servolivre.com/2018/08/14/atrevendo-falar-de-um-tema-dificil/#respond Tue, 14 Aug 2018 14:12:54 +0000 https://servolivre.com/?p=11640 O debate sobre o aborto, que contempla a aprovação ou não da ADFF 442 no STF, está fundamentado no fato da moral

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O debate sobre o aborto, que contempla a aprovação ou não da ADFF 442 no STF, está fundamentado no fato da moral e da ética humanas terem sido dissociadas de Deus, como se fosse possível separá-los. Esquecendo-se que a moral e a ética, tais como as concebemos, são digitais divinas no mais íntimo do nosso ser. Consequência irrefutável da criação divina da consciência.

Hoje vivemos o pleno exercício da rejeição da consciência na sociedade de forma geral. A verdade relativizada é apenas um dos esforços para o rompimento definitivo com essa consciência instalada no espírito humano.

“Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se” (Romanos 2:15)

“e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (II Timóteo 4.4).

O raciocínio humanista, que coloca o homem como centro de um culto, abomina abordar Deus nesses assuntos como se fosse um ultraje ao “progresso” que tanto se defende na agenda globalista. Esse raciocínio segue lógica:

“Bem-estar” humano → Moral e ética→ Deus (como representante da religião).

Assim, vemos que o “Bem-estar” precede todas as coisas. Minha sensação de “bem-estar” molda minha concepção moral, que por sua vez molda minha visão sobre Deus (Cada um crê de acordo com sua moral “relativa”: energia, Alah, Natureza, o próprio ser humano. etc)

Entretanto, a verdade do Evangelho  é realmente humilhante e ofensiva para o Ego humano:

Deus→ Moral e ética→Bem-estar humano.

O Criador, através de Seu eterno propósito, molda minha concepção moral que por sua vez resulta em verdadeiro bem-estar ou felicidade.

É uma tolice sustentar a ideia de que a Moral e ética humanas são auto-sustentáveis. Como se elas emanassem do “lado bom” do ser humano. Enquanto elas dependem unicamente de quem as criou para o nosso bem.

“Assim diz Deus, o SENHOR, que criou os céus e os estendeu, formou a terra e a tudo quanto produz; que dá fôlego de vida ao povo que nela está e o espírito aos que andam nela” (Isaías 42:5)

Acredito que cabe a reflexão aos que simpatizam com a discussão no STF e ainda sustentam alguma fé no criador.

Ideraldo Costa de Assis

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