Família - Conexão Eclésia https://servolivre.com/category/familia/ Nosso propósito é edificar o Corpo de Cristo Fri, 08 Nov 2019 20:23:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://servolivre.com/wp-content/uploads/2024/10/cropped-servolivre-favicon-32x32.png Família - Conexão Eclésia https://servolivre.com/category/familia/ 32 32 “O meu casamento não foi unido por Deus” https://servolivre.com/2017/08/14/o-meu-casamento-nao-foi-unido-por-deus/ https://servolivre.com/2017/08/14/o-meu-casamento-nao-foi-unido-por-deus/#respond Mon, 14 Aug 2017 13:32:06 +0000 https://servolivre.com/?p=11473 As Escrituras deixam claro que o casamento é uma instituição divina pela qual, um homem e uma mulher se unem

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As Escrituras deixam claro que o casamento é uma instituição divina pela qual, um homem e uma mulher se unem por vontade própria, numa comunhão social e legal com o propósito de estabelecerem uma família (Gênesis 1.27-28; 2.18- 24). Nos planos de Deus o matrimônio é a união mais íntima e profunda que pode ser estabelecida entre duas pessoas. O elemento central de sua constituição é a aliança, o pacto entre os cônjuges (Provérbios 2:16,17; Malaquias 2:14; Ezequiel 16:8). É um vínculo permanente e só pode ser dissolvido pela morte (Romanos 7.2-3; I Coríntios 7:39) ou excepcionalmente, pelo divórcio em casos muito restritos (Mateus 5:31-32; 19.3-9; I Coríntios 7:12-15). O ensino de Jesus sobre o casamento é categórico: “De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem (Mateus 19:6 RA).

Algumas pessoas, ao procurarem motivos para se divorciarem, alegam que seu casamento não foi unido por Deus, e por isso, poderia ser desfeito pelo homem. Entretanto, a Bíblia descreve o casamento como uma sequência de atos humanos que, por preencherem certas condições (“deixar…”, “unir-se…”, “tornar-se…” – Gênesis 2:24), são respaldados por Deus, que confere àquela união o vínculo conjugal. Portanto, o casamento é válido até mesmo quando realizado entre pessoas totalmente incrédulas e ignorantes quanto à Palavra de Deus. Por isso, se uma pessoa se converte e seu cônjuge incrédulo consente em viver com ela, a Bíblia a orienta permanecer no casamento e a exercer uma influência abençoadora sobre a vida seu cônjuge (I Pedro 3:1,2; I Coríntios 7:12-15).

O fato de estar casado com o incrédulo não exime o cristão de cumprir o papel que lhe corresponde no casamento. Por isso, os maridos devem amar suas esposas dando suas vidas por elas, mesmo quando a esposa é descrente. As mulheres devem ser submissas aos seus próprios maridos, até quando estes são incrédulos. Estar casado com um incrédulo, não é uma licença para descumprir as responsabilidades conjugais.

Se um cristão casado com uma pessoa incrédula, não pode usar como motivo para o divórcio a alegação de que seu casamento não foi unido por Deus, ainda menos um casal de cristãos pode fazer uso desse engano, pois ambos deveriam ter plena consciência do valor que o casamento têm para Deus: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hebreus 13:4 RA). Ao preencherem as condições estabelecidas pela Palavra, homem e mulher estão casados e Deus é testemunha dessa aliança.

Ninguém além de Deus tem autoridade para determinar o que é um casamento, ou quando ele acaba. Isso não é determinado pelo Estado e nem mesmo pelos cônjuges, pois o casamento não é uma sociedade entre duas partes na qual cada uma coloca as suas condições. Deus é quem estabelece as condições. Quem se casa deve aceitar as condições estabelecidas por Deus em Sua Palavra e não há nada o que temer, pois Ele é Amor e possui todo poder e sabedoria.

Casamento, imoralidade sexual e divórcio 2Post montado com trechos do livro “Casamento, imoralidade sexual e divórcio”
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Autores: Sérgio Franco e Anderson Paz
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Será que “amigado com fé, casado é”? https://servolivre.com/2017/08/07/sera-que-amigado-com-fe-casado-e/ https://servolivre.com/2017/08/07/sera-que-amigado-com-fe-casado-e/#respond Mon, 07 Aug 2017 16:31:34 +0000 https://servolivre.com/?p=11468 Uma verdade que precisamos entender sobre o casamento é que ele não foi estabelecido por uma lei humana e nem

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Uma verdade que precisamos entender sobre o casamento é que ele não foi estabelecido por uma lei humana e nem inventado por alguma civilização. Ele antecede a toda cultura, tradição, povo ou nação. Ele é anterior à queda do homem. É uma instituição divina. Portanto, devemos ter cuidado ao falar de algo que Deus criou. É uma afronta ao Senhor desenhar o casamento do jeito que cada um imagina, pois ele não é criação humana, mas divina. O matrimônio deve ser digno de honra entre todos (Hebreus 13:4) e a família é um projeto de Deus!

Embora popularmente se diga “amigado com fé, casado é” (uma expressão que descarta a necessidade de casamento), sabemos que “amigados” que não passam pela porta chamada casamento não estão casados diante de Deus. Para a sociedade atual isso é lícito, mas no Reino de Deus, não. Para o Senhor, casamento é quando o homem deixa pai e mãe, se une em uma aliança voluntária com uma mulher e entram em um pacto conjugal e sexual tornando-se ambos uma só carne. Podem ter filhos ou não, o que não é um impedimento para que sejam uma família.

Assim, se existe na igreja casais que moram juntos (amigados), todavia não são casados, deve haver uma ação pastoral no sentido de corrigir essa situação, pois eles estão em pecado. Se ambos forem solteiros, estão em fornicação; se um deles for casado com outra pessoa, estão em adultério. São pessoas que não passarão pela porta estreita que conduz
ao Reino dos céus (I Coríntios 6:9,10). Deus não muda. São eles quem precisam mudar e ajustar-se.

Aqueles que acreditam que o casamento é constituído pela mera união sexual, ou por um relacionamento baseado no amor sentimental (sem o compromisso da aliança), deveriam pensar seriamente nos reflexos desse posicionamento sobre outros ensinos bíblicos. Os conceitos de divórcio e de adultério só podem ser estabelecidos a partir de um conceito sobre casamento. Se dissermos que um casal de namorados já está casado só por terem relações sexuais, teríamos também que dizer que na dissolução desse “casamento”, os cônjuges estariam debaixo das seguintes palavras:

“Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher” (I Coríntios 7:10,11).

“A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor” (I Coríntios 7:39).

“Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério” (Mateus 19:9).

Entretanto, dificilmente aqueles que adotam o conceito de casamento como mera união sexual estão dispostos a aceitar a indissolubilidade desse suposto “casamento”. Não podemos chamar de casamento o que a Palavra de Deus chama de pecado. Sexo entre pessoas não casadas é pecado. A única alternativa bíblica para experimentar a intimidade sexual é na aliança do casamento:

“Quero que todos os homens sejam tais como também eu sou; no entanto, cada um tem de Deus o seu próprio dom; um, na verdade, de um modo; outro, de outro. E aos solteiros e viúvos digo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também eu vivo. Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado” (I Coríntios 7:7-9)

No texto acima, Paulo não concebe o sexo sem compromisso como uma alternativa para aqueles que não se dominam. O único contexto lícito e santo para o sexo é no casamento.

O casamento não pode ser fundamentado no sexo e nem no amor sentimental, mas sim na aliança. Portanto, a partir da Palavra de Deus, o casamento pode ser definido como “uma aliança heterossexual exclusiva entre um homem e uma mulher, ordenada e selada por Deus, precedida do ato público de deixar os pais, consumada pela união sexual, resultando numa parceria permanente de apoio mútuo, geralmente (nem sempre) coroada pela dádiva de filhos”1 .

Casamento, imoralidade sexual e divórcio 2
Extraído do livro “Casamento, imoralidade sexual e divórcio”
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Autores: Sérgio Franco e Anderson Paz
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1 - STOTT, John. Grandes questões sobre sexo, p. 72.

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Casados? Até quando? https://servolivre.com/2017/08/01/11462/ https://servolivre.com/2017/08/01/11462/#respond Tue, 01 Aug 2017 13:00:51 +0000 https://servolivre.com/?p=11462 As afirmações que o Novo Testamento faz sobre o casamento são suficientemente claras para responder de forma definitiva a qualquer

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As afirmações que o Novo Testamento faz sobre o casamento são suficientemente claras para responder de forma definitiva a qualquer pergunta sobre a duração do casamento. 

Como já foi dito anteriormente, o casamento não é um contrato ou um acordo onde as partes podem negociar cláusulas sobre duração, rescisão, exclusividade, etc. A verdade é que nem mesmo os papéis dos cônjuges são estabelecidos por acordo ou negociação, pois o casamento é instituído por Deus. Quando homem e mulher entram em aliança, eles aderem a uma instituição cujo funcionamento foi determinado pelo Senhor.

Quando Deus criou o casamento também deu uma duração para o mesmo. Foi Ele quem uniu o casal e, portanto, o casamento deveria durar enquanto viverem os cônjuges. Como Jesus declarou: “o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6). Não há dúvida alguma de que, com a morte de um dos cônjuges, o outro se torna livre para contrair novas núpcias (Romanos 7:2,3; I Coríntios 7:39; I Timóteo 5:14). Jesus deixou claro que o casamento é uma instituição que existirá apenas durante a presente era, pois “na ressurreição, nem casam, nem se dão em casamento” (Mateus 22:30).

Sendo assim, haveria pouco a se discutir sobre o divórcio, pois só restaria um único ponto a ser estudado: a cláusula de exceção (Mateus 5:32 e 19:9). Poderíamos apenas discorrer sobre o significado de porneia, pois tudo o que não se enquadrasse nessa exceção não poderia ser usado para dar base a um divórcio. 

Entretanto, apesar da clareza do ensino bíblico, ainda nos deparamos com uma corrente muito disseminada no meio cristão que defende a ideia de que, desde que o casal se divorcie legalmente, os ex-cônjuges estariam livres para casar com quem quiserem. E isso poderia se repetir várias vezes, sempre que houvesse um divorcio legalizado. Esse pensamento está bem disseminado em várias igrejas evangélicas, novas ou antigas, pentecostais ou não pentecostais. Não é raro encontrarmos pessoas que estão no terceiro ou quarto casamento achando isso muito normal pois, para eles, o pecado é não se divorciar legalmente e passar a morar junto com alguém sem estar casado.

É possível que haja dúvidas sinceras sobre a abrangência da palavra porneia na cláusula de exceção. Alguém pode ter dúvidas sobre que tipos de pecados sexuais estariam inclusos nessa expressão, como estudaremos nos próximos capítulos. Porém, é uma agressão frontal e direta à Palavra de Deus supor que o divórcio seja permitido por alguma razão que não seja porneia. Se o divórcio fosse lícito por qualquer motivo, Jesus teria respondido afirmativamente à pergunta dos fariseus em Mateus 19:3. Mas não foi isso que o Mestre fez. Pelo contrário, o Senhor afirmou categoricamente: “o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6).

Os textos de Mateus 5:31,32; 19:3-13; Marcos 10:1-12; Lucas 16:18; Romanos 7:1-4; I Coríntios 7:10–15,39 e Hebreus 13:4 nos mostram claramente que:

    1. O vínculo matrimonial é realizado pelo próprio Deus: “O que Deus ajuntou”;
    1. O vínculo matrimonial é também uma unidade física: “Uma só carne” – é  por isso que alguém que tem relações sexuais com um corpo que não lhe pertence está adulterando;
    1. O vínculo matrimonial não pode ser desfeito pelo homem: “Não separe o homem” – as leis humanas podem ser contrárias, mas quem define tudo sobre o casamento é Deus e a justiça do Reino. Portanto, o casamento só poderia ser desfeito a partir do que o próprio Deus diz em Sua Palavra;
    1. A vontade de Deus é que o vínculo dure enquanto os dois cônjuges estão vivos: “A mulher está ligada ao marido enquanto ele viver” – só a morte deveria separá-los;
  1. A vontade de Deus é que os cônjuges não se separem: “Que a mulher não se separe do marido… e que o marido não se aparte da sua mulher”.

Então, se Deus não quer que a pessoa se aparte, quanto mais que se divorcie, pois Ele não quer “oficializar o repúdio”. A separação não está de acordo com a vontade de Deus.

Ao adotarmos certa posição sobre um tema bíblico, precisamos refletir sobre o impacto dessa posição sobre os textos que tratam do assunto. Se o casamento pudesse ser dissolvido por qualquer motivo, como entenderíamos o mandamento dados aos maridos para que estes amem suas esposas como Cristo amou a igreja e deu sua vida por ela? (Efésios 5:25). Isso só pode ser compreendido à luz da verdade de que a união conjugal foi planejada por Deus para ser duradoura, sendo dissolvida, em regra, apenas pela morte de um dos cônjuges.

Os mandamentos para os cônjuges não se resumem à fidelidade e a não se divorciarem. Os maridos devem amar suas esposas como Cristo amou a igreja, não devem tratá-las com amargura (Colossenses 3:19), e devem honrá-las como vaso mais frágil que são (I Pedro 3:7). As esposas devem amar, respeitar e se submeter a seus próprios maridos (Efésios 5:22-24, Colossenses 3:18, I Pedro 3:1-6; Tito 2:3-5).

À luz desses mandamentos podemos dizer que não basta não se divorciar. O repúdio é algo que começa no coração. A pessoa rejeita em seu interior, divorcia e repudia no exterior. Antes de expulsar alguém da sua casa a pessoa o expulsa do seu coração. Em nossa sociedade, muitos homens estão casados há 30, 40 anos, mas em seu coração já repudiaram suas esposas há muito tempo. Se o pecado se resumisse ao divórcio, então esses homens estariam bem diante de Deus. Porém, como mandamento é amar, eles estão muito mal, pois mesmo casados, seguem sem amor com suas esposas.

Defender o divórcio por qualquer razão, é pecar contra o Senhor e dar sustentação para muitos adultérios. Um casamento não pode ser desfeito sob desculpas como a incompatibilidade de gênios ou porque “o amor acabou”. Jesus só menciona uma única exceção para o divórcio. Infelizmente, em nome de doutrinas humanas, muitos pecados têm sido alimentados em meio à igreja. Que o nosso coração se encha de temor a Deus e de fidelidade à Sua Palavra.

Casamento, imoralidade sexual e divórcio 2
Extraído do livro “Casamento, imoralidade sexual e divórcio”
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O que é casar? https://servolivre.com/2016/11/16/voce-sabe-o-que-e-casamento/ https://servolivre.com/2016/11/16/voce-sabe-o-que-e-casamento/#respond Wed, 16 Nov 2016 11:19:56 +0000 https://servolivre.com/?p=11028 Quando perguntaram a Jesus sobre divórcio, nas duas vezes em que foram registradas as perguntas, tanto em Mateus 19:3-9, quanto

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Quando perguntaram a Jesus sobre divórcio, nas duas vezes em que foram registradas as perguntas, tanto em Mateus 19:3-9, quanto em Marcos 10:2-9, o Senhor fala sobre o casamento na sua origem, ou seja, na Criação. Creio que isso nos ensina que não devemos falar sobre o tema divórcio sem compreender de fato o que é casamento. De forma simples e clara, Jesus falou do casamento na sua origem. Ele explica que na criação foi apenas um homem e uma mulher. Fica claro, ao ouvirmos Jesus, que o casamento é uma Instituição Divina pela qual um homem e uma mulher se unem por vontade própria. Mesmo Adão não tendo pedido uma esposa para Deus, quando a viu, não teve dúvidas que ela havia saído dele. A mulher não era como uma das fêmeas dos animais dos quais dava nome.  As Escrituras deixam claro que o casamento nasceu com o propósito de estabelecer uma família (Gênesis 1.27-28; 2.18-24) e, nos planos de Deus, é a união mais íntima entre duas pessoas. O elemento central de sua constituição é a aliança, o pacto entre os cônjuges (Provérbios 2:16,17; Malaquias 2:15). É um vínculo permanente e só pode ser dissolvido pela morte (Romanos 7.2-3; I Coríntios 7:39) ou, excepcionalmente, pelo divórcio (Mateus  5:31-32 e 19.3-9).

O casamento é uma aliança heterossexual exclusiva entre um homem e uma mulher, pois do contrário, não se pode cumprir o propósito da família de gerar filhos e filhas para Deus.

Logo no primeiro casamento da história são declaradas as condições para todos os outros casamentos que se seguiriam:

“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gênesis 2:24).

A palavra hebraica traduzida pelo verbo “deixar” é “azab”, que significa “abandonar, deixar para trás, soltar, afastar-se”. Deixar os laços paternos – deixar no sentido de iniciar uma nova unidade ou de estabelecer uma nova autoridade. Dentre as coisas que o homem deve deixar para constituir um casamento também podem ser consideradas a dependência emocional, financeira e até, em alguns casos, aspectos geográficos.

Homem e mulher devem se unir um ao outro. A palavra hebraica usada aqui é “dâbaq” que significa “grudar-se, colar, permanecer junto, unir-se, ligar-se um ao outro”. O casamento, na prática, nos dá uma idéia de “ligação contínua”, um constante apegar-se. Não se trata de um encontro fortuito, uma relação fugaz, algo que se predetermina o tempo de duração ou um regime onde se estabelece a separação dos bens, mas uma aliança permanente que perdura enquanto vivem os cônjuges. Esta aliança é declarada num pacto mútuo que o casal faz diante de Deus e dos homens.

Por fim, devem homem e mulher devem tornar-se uma só carne. Eles devem ter e manter relações sexuais. O sexo, à luz das Escrituras, foi criado para três propósitos: Selar a união do casamento, procriar e proporcionar prazer ao casal. Após a queda, o sexo também protege o cônjuge da impureza sexual (1 Cor 7:2-5). Através do sexo conhecemos a nós mesmos e conhecemos o nosso cônjuge mais profundamente. Toda impureza cometida dentro ou fora do casamento será julgada por Deus (I Coríntios 6:9, I Tessalonicenses 4:6 e Apocalipse 21:8). O homem que se une à uma prostituta se torna com ela uma só carne, porém não estão casados. Logo, podemos dizer que a união sexual por si só não sela um casamento. Isso só ocorre quando a união sexual é posterior ao pacto mútuo de deixar e se unir – “Ou não sabeis que o homem que se une à prostituta forma um só corpo com ela? Porque, como se diz, serão os dois uma só carne” (I Coríntios 6:16).

No plano original, além de Deus estabelecer que deve ser homem e mulher, ou seja, uma união heterossexual e exclusiva, não há lugar também para a bigamia, poligamia ou poliandria, nem qualquer outra forma de “união marital”, tais como união estável, concubinato, estar amasiado, ter um cônjuge e um amante, ou troca de parceiros. Nós só encontramos estas formas deformadas após o pecado do homem, no entanto Jesus, ao trazer a Verdade e a Graça, nos remete ao modelo original do casamento e, por consequência, da família. O matrimônio deve ser digno de honra entre todos (Hebreus 13:4) e a família é um projeto de Deus!

Uma verdade que precisamos entender sobre o casamento é que ele não foi estabelecido por uma lei humana e nem inventado por alguma civilização. Ele antecede a toda cultura, tradição, povo ou nação. Ele é anterior à queda. É uma instituição divina. Portanto, ninguém além de Deus tem autoridade para determinar o que é um casamento ou quando ele acaba. Isso não é determinado pelo Estado e nem mesmo pelos cônjuges, pois o casamento não é uma sociedade entre duas partes, onde cada uma coloca as suas condições. Deus é quem estabelece as condições. Quem se casa deve aceitar as condições estabelecidas por Deus em Sua Palavra e não há nada o que temer, pois Ele é Amor e possui todo poder e sabedoria.

Casamento, imoralidade sexual e divórcio 2
Conheça o livro “Casamento, imoralidade sexual e divórcio”
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Aos que são ou querem ser pais https://servolivre.com/2016/08/19/uma-mensagem-aos-que-sao-ou-querem-ser-pais/ https://servolivre.com/2016/08/19/uma-mensagem-aos-que-sao-ou-querem-ser-pais/#respond Fri, 19 Aug 2016 12:55:01 +0000 https://servolivre.com/?p=10721 Tenho ouvido amigos que querem ser pais, e outros que já são, repetirem uma ideia que já me veio algumas

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Tenho ouvido amigos que querem ser pais, e outros que já são, repetirem uma ideia que já me veio algumas vezes à mente quando o assunto é ter e criar filhos. Parece que existe um temor no inconsciente coletivo, principalmente de muitos cristãos, quando pensam em colocar mais um “serzinho” no mundo. Talvez esse temor surja do fato de conhecer um pouco da Bíblia, observar Jesus há algum tempo e de saber que suas afirmações sobre o futuro da humanidade mostram pioras significativas no coração e no comportamento das pessoas. O conhecido Sermão Profético de Jesus é recheado dessas predições:

“Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (Mateus 24:10).

Paulo reforça que as coisas ficariam mais difíceis:

“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus” (II Timóteo 3: 1-4).

Essa lista de adjetivos pode assustar muita gente. É uma constatação do que já acontece. Parece que já vivemos esses dias e imaginamos logo como será quando as coisas piorarem mais. Nessa hora ,muitos são invadidos por um pessimismo sinistro que pode roubar nossa fé, alegria e principalmente nossa esperança e ação para contribuir com o propósito de Deus.

Por isso, minha proposta é animá-lo:

Não se esqueça do propósito de construir uma família!

Temos repetido exaustivamente: Fomos de antemão chamados segundo o propósito dEle! E os que foram chamados, foram predestinados a serem conforme a imagem de Jesus, para constituirmos uma família de muitos filhos também à Sua imagem! E quando temos filhos, eles nos reproduzem e as chances aumentam deles verem Jesus em nós e perpetuarem esse propósito. Portanto, naturalmente as dúvidas podem surgir: E os filhos de homens de Deus que não estão nem aí pra esse propósito? Minha conclusão é que a história não terminou. Lembro de um irmão muito querido que me respondeu isso quando eu o questionei sobre como ele via a situação de seu filho, até então perdido. Deus é fiel para completar a obra que iniciou em nossas vidas! Nossos filhos são herança do Senhor, mesmo quando se casarem. E se crermos e nos colocarmos nas mãos do oleiro, Ele tomará todas as medidas para alcançá-los, mesmo considerando o fato de que cada um prestará contas diante de Deus por suas próprias obras.

Os planos de Deus não podem ser frustrados. E se estamos concentrados e comprometidos com esse propósito. Ele é fiel para nos sustentar e guiar enquanto criamos filhos pra Sua glória. O problema é quando não temos um compromisso profundo em criar filhos pra glória de Deus! Pois os motivos para criar filhos podem ser egoístas e superficiais:

  • Para não ficarmos velhos e sozinhos;
  • Para termos com “o que” ou com “quem” ocuparmos nossa mente e nos distrairmos do vazio;
  • Por causa da pressão social;
  • Para realizar o “sonho” de ser pai ou mãe a qualquer custo;
  • Para projetar os nossos sonhos e realizações neles.

Essa é uma lista limitada, pois certamente existem muitos outros motivos que movem as pessoas a terem filhos. E se nossos motivos estão equivocados, corremos o risco com uma criação desfocada no que deveria ser central, e voltada para coisas insuficientes ou inúteis.

No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (I João 4 :18).

O amor amadurecido, lança fora o medo!

Precisamos viver essa vida com fé e esperança. Quando avançamos e crescemos em fé, abandonamos o medo. Não podemos paralisar diante do avanço das trevas pensando que elas triunfarão sobre a luz! Quanto mais experimentamos, mais confiamos em Seu amor. Se semeamos as sementes certas, devemos nos inspirar no agricultor que aguarda pacientemente o fruto de seu trabalho. Mas se semeamos as sementes equivocadas, não podemos esperar frutos diferentes.

Cuidado com o pessimismo e a forma negativa de enxergar as coisas! Nem pessimismo nem otimismo, mas a fé.

e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (I João 5:4).

E se o medo for preguiça?

A preguiça não é necessariamente a visão negligente e relaxada que temos dela. Pode ser simplesmente a fuga de uma responsabilidade, de não assumir algo que dê trabalho. Todos estamos suscetíveis a ela. Já me vi algumas vezes com pensamentos preguiçosos. Tomando inconscientemente o caminho mais fácil conforme a lei do menor esforço. Observe e examine se o seu medo não está fundamentado na preguiça.

“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Romanos 12:21).

A aplicação dessa palavra não pode ser comprometida nessa hora. Se cremos que maior é Aquele que está em nós do que aquele que está no mundo, não podemos deixar de fazer algo movidos ou paralisados pelo medo. Que o Senhor nos fortaleça pra sermos pais que não exitam em criar filhos pra Sua glória, mesmo que isso nos custe caro. É claro que podemos contribuir com o propósito de Deus cuidando de filhos espirituais, mas meu desejo é animar meus irmãos a serem livres do medo da maldade do mundo. Somos sal, somos luz, somos parte do reino do Filho do amor de Deus. Somos sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva. Que nossos filhos sejam participantes disso!

Em Cristo,
Ideraldo Costa de Assis

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Meu filho não gosta de cumprimentar as pessoas. O que devo fazer? https://servolivre.com/2016/08/12/meu-filho-nao-gosta-de-cumprimentar-as-pessoas-o-que-devo-fazer/ https://servolivre.com/2016/08/12/meu-filho-nao-gosta-de-cumprimentar-as-pessoas-o-que-devo-fazer/#respond Fri, 12 Aug 2016 14:17:22 +0000 https://servolivre.com/?p=10697 Já notou como é comum as crianças não terem o desejo voluntário de cumprimentar a todos? Às vezes chegam a

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Já notou como é comum as crianças não terem o desejo voluntário de cumprimentar a todos? Às vezes chegam a recusar-se, mesmo quando incentivadas pelos pais, a cumprimentarem algumas pessoas, ou qualquer pessoa. Uma postura bem comum dos pais diante desta atitude dos filhos é buscar uma justificativa, como por exemplo: “Ele está com sono” ou “Ela é tímida”. Outra postura comum, principalmente no meio cristão, é a de aproveitar a oportunidade para exercer sua autoridade, algumas vezes forçando a barra, constrangendo a si próprio, à criança e à pessoa a ser cumprimentada.

Mas qual seria a atitude mais adequada? Esse é um tema que tem chamado nossa atenção há algum tempo. Pois negar-se a cumprimentar as pessoas, pode parecer um comportamento inofensivo, entretanto, há mais do que apenas timidez por trás dessa atitude. Principalmente, porque o coração da criança é conhecido através de suas ações (Pv 20,11).

Para avaliarmos com mais profundidade, precisamos levar em conta que o pecado é inerente ao ser humano (Rm 5,12).  Somos pessoas más e naturalmente egoístas (Sl 51, 5) e, desde que nascemos, buscamos fazer somente aquilo que nos agrada, não nos importando com o que Deus pensa a nosso respeito, ou mesmo sobre como as nossas atitudes refletem na vida das outras pessoas. Alguns estudiosos da área da educação reforçam essa verdade, ao afirmar, baseando-se em estudos e pesquisas que, principalmente na segunda infância (entre 3 e 6 anos), a criança se vê como centro do universo e pensa que todas as pessoas vivem em função dela, para servi-la. Tanto que algumas teorias intitulam essa fase como “egocentrismo” (eu no centro). Contudo, é fundamental lembrarmos que a criança não percebe a vida da mesma forma que nós adultos, ela está construindo uma visão de si própria e do mundo em que vive. A criança é imatura, e como consequência dessa imaturidade, cometerá tolices. Por isso, precisa ser ensinada e corrigida (Pv 22,15).

Uma verdade fundamental a ser considerada na educação das crianças é a de que tudo começa no coração (Pv 20, 11; Jr 17,9; Mt 15, 19). Portanto, o alvo principal dos pais nessa missão, deve ser enraizar os princípios no coração da criança. Para isso, o treinamento é fundamental! Assim como um jogador precisa ser treinado para uma partida de futebol, a criança também precisa ser treinada para temer a Deus e obedecer a sua palavra em amor a Ele. Um princípio fundamental para a criação de filhos é: não faça aos outros, aquilo que você não gostaria que fizessem a você, mas faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você. Nas palavras de Jesus: “ame ao teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22, 39). Se este princípio for plantado no coração de seu filho, bem como, desenvolvido por meio do ensino e principalmente do seu exemplo, com certeza, isso será visível em sua forma de pensar e de agir (Pv 4, 23). Uma educação que visa transformar o caráter, construirá na criança características como a prudência, o autocontrole e a sabedoria, além disso, produzirá a base necessária para que a criança tome sua própria decisão por amar e seguir a Jesus (Pv 22,6; Jo 14,6). Além disso, se o coração não é treinado para obedecer e submeter-se a Deus, independentemente de concordar ou não com sua direção, a criança será dominada pelo pecado (Rm 5, 12-18; Rm 6, 16).

Também precisamos considerar que a criança não quer se dar ao trabalho de cumprimentar o outro, pois ainda não aprendeu a dar às pessoas a importância que de fato elas têm. Por isso os pais precisam buscar no Senhor, sabedoria e sensibilidade para discernir seu filho. Creio que obrigar a criança a beijar e abraçar as pessoas não é a forma indicada para ensiná-la a amar o próximo, até porque beijos e abraços são demonstrações de afeto espontâneas e vão acontecer conforme a criança for se sentindo à vontade. Contudo, ela precisa aprender a confiar em seus pais. Além disso, um aperto de mão ou um simples “oi”, são respostas educadas que demonstram obediência à direção dos pais, quando esta lhe for dada.

Um passo prático nessa situação é: antes de algum evento, conversar com a criança e explicar que as pessoas irão falar com ela e que é educado cumprimentar, responder ao que perguntarem e agradecer, caso receba algum elogio. Mas se essas situações acontecerem e a criança não responder conforme foi orientada, não a corrija em público ou mesmo justifique-se. Apenas sinalize às pessoas que a criança está sendo ensinada. Justificar-se pode dar ao seu filho a visão equivocada de que você aceita este comportamento, o que pode causar confusão na compreensão dele quanto à situação. Informe também as consequências de não responderem adequadamente e as cumpra, para que isso fortaleça a confiança dele em você. Mas é importante que os pais sejam sensíveis e cuidadosos ao exercer sua autoridade, pois chamar a atenção do seu filho para essa situação apenas no momento em que isso acontece, não vai resolver o problema. É necessário ensinar, e ensinar é um processo que requer paciência, perseverança e grande investimento de tempo.

Outro ponto importante é certificar-se de que a criança compreendeu como ela precisa agir, pois se não houver a aprendizagem da criança, a correção não será eficaz.

Fabiane Aleixo

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Palavras para esposas cristãs: OCSE https://servolivre.com/2016/05/19/uma-palavras-para-esposas-cristas/ https://servolivre.com/2016/05/19/uma-palavras-para-esposas-cristas/#respond Thu, 19 May 2016 13:54:22 +0000 https://servolivre.com/?p=10168 Há muitos anos eu ouvi Jorge Himitian falar sobre o segredo das esposas cristãs que viram a transformação de seus maridos.

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Há muitos anos eu ouvi Jorge Himitian falar sobre o segredo das esposas cristãs que viram a transformação de seus maridos.

Qual é a mulher que não deseja ser amada? Principalmente pelo seu amado esposo. Qual é a mulher que não deseja ser vista pelo seu marido? Creio que todas, sem excessão, querem ser percebidas pelos seus esposos. Então, eu guardei no meu coração aquela lição tão importante que Himitian compartilhou. Ele usou uma sigla: OCSE. Sim, foi bem desta forma que eu gravei esta mensagem. O que significa OCSE?

São quatro verbos que, se praticados pelas esposas, um milagre de Deus vai acontecer na família. Que verbos são esses?

ORAR – Devemos fazer pressão no lugar certo, disse Jorge. Muitas vezes tentamos mudar as pessoas pela força do argumento. Pelo muito falar, com certeza as pessoas não são transformadas. Então devemos tocar o coração do nosso Pai através da oração e da súplica. As esposas cristãs precisam falar menos com seus maridos sobre suas necessidades e apresentar a Deus em oração a carga dos seus corações. Ele ouve as orações. A intimidade com o Espírito Santo irá aumentar.

CALAR – Esta, com certeza, é uma das disciplinas mais difíceis da vida. Certo dia um homem de Deus que foi acometido por um câncer na garganta e que por conta disso ficou um grande período sem falar, disse ao ser curado pelo Senhor: “Um jejum de silêncio não há demônio que resista”. Pedro bem disse que a mulher que possui marido que não obedece a Palavra de Deus deve ganhar o seu esposo em silêncio (I Pedro 3:1).

SERVIR – Uma amiga me disse que o ingrediente indispensável em toda comida é o amor com que servimos às pessoas. Que poder maravilhoso tem o serviço. Só para fazer você pensar, lembre-se que no início da igreja, uma mulher chamada Dorcas não pode desfrutar por muito tempo da companhia do Senhor após a sua morte, porque servia a igreja de uma forma tão especial que ao morrer, a galera apelou para o enviado de Jesus chamado Pedro e não deram sossego ao pescador até que ele falasse com Jesus sobre o tema. Resultado: Dorcas retornou ao mundo dos vivos. Por que menciono ela? Porque não me recordo de nenhum pregador daqueles dias que ao morrer, a igreja tivesse pedido sua volta, sua ressurreição. No entanto, aquela costureira, não pode ficar morta por muito tempo. O serviço é assim. Ele impacta mais pela ausência do que pela presença. Pessoalmente eu desejo que a minha ausência seja percebida mais do que a minha presença.

ESPERAR – Alguém disse que toda promessa passa pelo teste do tempo. Não sei se é verdade, mas eu sei que os que esperam no Senhor renovam as suas forças –  “mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Isaías 40:31, RA).

Por que você iria se queixar, ó minha irmã, ou chorar, minha querida, dizendo: “O Eterno se esqueceu de mim. Ele não se importa com o que acontece comigo!”? Vocês não percebem nada? Não prestam atenção? O Eterno não vem e vai. Ele permanece. Ele é o Criador de tudo que vocês conseguem ver ou imaginar. Ele não entra em estafa, não faz intervalo para recuperar o fôlego. Ele conhece tudo, nos mínimos detalhes. Ele fortalece os que estão cansados, renova as forças dos que desistiram. Pois até os jovens se cansam e desistem, os jovens na flor da idade tropeçam e caem. Mas os que esperam no Senhor renovam suas forças. Abrem as asas e voam alto como águias, Correm e não se cansam, andam e não ficam exaustos.

Esposas cristãs, não desanimem!  Não pensem que podem mudar os seus maridos com suas muitas palavras. Considerem este ensino – OCSE.

No amor do Senhor Jesus,

Sérgio Franco ><>

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5 coisas que aprendi no meu primeiro ano de casado https://servolivre.com/2016/03/02/5-coisas-que-aprendi-no-meu-primeiro-ano-de-casado/ https://servolivre.com/2016/03/02/5-coisas-que-aprendi-no-meu-primeiro-ano-de-casado/#respond Wed, 02 Mar 2016 14:41:32 +0000 https://servolivre.com/?p=9562 Ontem completei meu primeiro ano de casado. E ao longo de todo esse período, quando reencontro algum amigo que não

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Ontem completei meu primeiro ano de casado. E ao longo de todo esse período, quando reencontro algum amigo que não vejo já algum tempo, a pergunta que ouço sempre é: “E então, como está a vida de casado?”. E minha resposta, honesta e sincera, tem sido: “Nunca fui tão feliz como tenho sido agora!”. E isso é verdade. A razão dessa felicidade não é o casamento em si, pois sabemos que o casamento por si só não traz felicidade. O motivo dessa felicidade é saber que eu e Bianca fomos unidos pelo Senhor e temos perseverado em fazer a vontade do Pai no nosso casamento. E contamos com a graça de Deus para perseverarmos assim.

Sei que sou apenas um iniciante, que não sou nenhum expert em casamento, que só Deus sabe que provações pelas quais eu e minha esposa ainda passaremos. Contudo, ao longo deste primeiro ano de casado, aprendi alguma coisas no Senhor. De fato, eu já sabia de todas elas na teoria, mas agora pude experimentar na prática. E por isso, gostaria de compartilhar apenas 5 coisas, dentre outras que experimentei no meu primeiro ano de casado.

1- Quando marido e mulher são discípulos de Jesus, não há como o casamento ser ruim

O discípulo de Jesus é alguém abnegado, que atendeu ao chamado do Mestre: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16: 24). Portanto, o discípulo já rendeu sua vontade à vontade do Senhor. Sua dúvida nunca é se fará ou não fará a vontade de Cristo, pois já decidiu obedecê-lo sempre. Em algum momento, pode até ter dúvidas sobre qual é a vontade de Deus em certa situação, em assuntos que não estão claramente revelados nas Escrituras. Mas, conhecendo a vontade do Senhor, já está comprometido a cumpri-la.

Por isso, quando marido e mulher são discípulos de Jesus, não há como o casamento ser ruim, pois ambos estão rendidos à vontade de Deus. Não são partes brigando cada um para fazer sua própria vontade, ou para impor sua vontade ao outro. São companheiros de jornada no caminho do Mestre, estão seguindo os Seus passos, herdeiros da mesma graça de vida. Por isso, não fazem “cabo de guerra”, cada um puxando o outro para o seu próprio querer. Antes, está cada um animando o outro para cumprir o querer do Senhor.

2- As diferenças existem para nos aperfeiçoar

O casamento é a mais profunda união que pode existir entre duas pessoas. Foi criado por Deus e se destina a ser indissolúvel. Homem e mulher estão unidos até que a morte os separe. E o que Deus uniu, não o separe o homem.

Justamente por ser uma união tão profunda, é justamente nela que mais se evidenciam as diferenças entre as pessoas. As diferenças existentes entre amigos, colegas de trabalho ou irmãos não geram tanto impacto como as diferenças entre cônjuges, afinal, estes compartilham a vida em um nível muito mais profundo que qualquer outro relacionamento.

E Deus, em toda a sua sabedoria, estrategicamente fez com que o casamento unisse homem e mulher, seres tão diferentes entre si. Essa diferença existe para que cada cônjuge aprenda a desenvolver a paciência e a misericórdia, a se colocar no lugar do outro para compreendê-lo.

Estar unido por toda a vida à uma pessoa totalmente diferente de mim, exige que eu desenvolva sensibilidade.

Se colocar no lugar do outro, tentar se imaginar na situação do outro é fundamental. Isso nos faz mais parecidos com Jesus. Afinal, justamente por se colocar na nossa condição, podemos ter a confiança de que ele nos compreende, se compadece de nós e pode sempre nos socorrer (Hebreus 2:17,18; 4:15).

3- A amizade é fundamental

A proposta do casamento não é a de ser apenas uma união sexual. O casamento deve ir se desenvolvendo para uma união de alma, onde marido e mulher crescem na comunhão de vida, na amizade. Marido e mulher devem ser antes de tudo amigos. E amigos não tem segredos. São transparentes quanto a si mesmos, e honestos para expressar o que pensam sobre o outro. E ainda assim não desistem da amizade.

Jesus nos ensinou que na verdadeira amizade não há segredos. Esse foi o nível de amizade que tinha com seus discípulos, revelando a eles o que tinha de mais íntimo: sua comunhão com o Pai.

Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer” (João 15:15).

4- Sem perdão nada prospera

Perdão é o meio de Deus para manter relacionamentos saudáveis e duradouros. Sempre vamos cometer erros, mas o perdão é o caminho de restauração, seja do nosso relacionamento com Deus, seja do nosso relacionamento uns com os outros.

Precisamos estar sempre prontos para pedir perdão quando erramos, ainda que seja em coisas pequenas. Muitos casais dormem sem ajustarem as coisas que aconteceram durante o dia, ainda que sejam pequenas. Ao longo do tempo isso vai causando desgaste e cansaço. Por isso, cada parte no casamento deve se recusar a dormir sem ajustar as coisas.

Também precisamos sempre estar prontos para perdoar. O ato de perdoar consiste em liberar uma pessoa de uma dívida. Quem perdoa decide não tratar o outro segundo os erros que este cometeu. Quem perdoa não deixa que sua forma de tratar o outro seja determinada pelos erros dessa pessoa. Perdoar é agir com graça. Devemos perdoar um ao outro como Deus em Cristo nos perdoou.

5- Quem ama mais, ama melhor

Sabemos que o amor que devemos ter uns pelos outros não é sentimento, mas é atitude. É a entrega da vida a Deus em favor do outro. Como disse João: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossas vidas pelos irmãos” (I João 3:16). E é esse amor que sustenta um casamento por toda a vida. Esse amor tem me sustentado neste primeiro ano de casado, e conto com a graça do Senhor para que siga assim por todos os meus dias.

Amar é dar a vida em favor de alguém. Porém, não precisamos esperar ocasião especial para praticar atos de heroísmo.  O dar a vida que Jesus nos ensina acontece todos os dias, nas coisas pequeninas. Acontece no lavar dos pés, no levar a carga um do outro, no dedicar tempo ao outro, no esforço para compreender o cônjuge. E dar a vida todos os dias, morrer pelo outro a cada dia.

Contudo, há cônjuges que se cansam de morrer pelo outro, e se esquecem da seguinte verdade: quanto mais amamos (morremos pelo outro), o amor de Deus em nós é aperfeiçoado. Ou seja, quanto mais amamos (morremos pelo outro), amamos melhor. João diz que aquele que permanece no amor, permanece em Deus, e nisto o amor é aperfeiçoado.

aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele. Nisto é em nós aperfeiçoado o amor…” (I João 4: 16, 17a).

Aquele que guarda a palavra de Deus, tem sido aperfeiçoado no Seu amor (I João 2;5). E o mandamento do Senhor é que amemos (I João 5:23). Por isso, quanto mais amamos, amamos melhor.

Infelizmente, muitos casais desistem de amar, antes de experimentarem o melhor do amor. Mas, vale a pena perseverar. Não se canse de fazer o bem.

Essas são algumas das lições que tenho aprendido neste primeiro ano de casado. Sei que ainda tenho muito que aprender nessa jornada a dois. Mas conto com a graça do Senhor para seguir nesse caminho, perseverando nEle, perseverando no amor.

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Seu casamento pode ser revolucionado! https://servolivre.com/2016/01/20/seu-casamento-pode-ser-revolucionado/ Wed, 20 Jan 2016 12:45:39 +0000 https://servolivre.com/?p=9233 Se você tivesse que resumir em poucas palavras o princípio básico para se dar bem com seu cônjuge, o que

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Se você tivesse que resumir em poucas palavras o princípio básico para se dar bem com seu cônjuge, o que você diria? Pensemos em uma regra prática ,que sirva tanto para quando tudo está bem como também para quando surgem problemas.

Muitas vezes escutamos alguns conceitos populares a respeito:

– “Não se deixe manipular por sua mulher”
– “Não deixe faltar o respeito com você” (dirigido à mulher).
– “Não conte tudo porque algum dia será usado contra você” (diriam algumas pessoas com certa experiência).
– “Não deixe que a raiva dure três dias”
– “Nunca insulte ou maltrate o seu cônjuge, seja verbal o fisicamente.”
– “Não seja ciumenta; pois vai afastá-lo.”
– “Ame-a ferventemente” (diriam outros que podem ter tido algum sucesso em seu casamento).

Eu tenho feito essa pregunta a muitos casais, sejam os que estão a ponto de casar ou que já estejam casados. E eles me responderam:

“A comunicação é fundamental”.
“Tem que haver respeito mútuo”.
“Não devemos nos ferir com palavras, nem de qualquer outra forma”.

Mas, e se perguntássemos a quem inventou o casamento? Ele disse: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles” (Mateus 7:12).

Alguém dirá: “Ah, ,as essa é a regra de ouro”. É sim! Creio que é o princípio bíblico mais conhecido e menos aplicado pelos cristãos. Creio que se trata de um princípio revolucionário para nossas relações inter-pessoais. E, obviamente, a relação mais forte entre duas pessoas é a que se dá no casamento.

Este princípio foi previamente enunciado por gregos e judeus, mas de forma inversa: “Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você”. Digamos que este é o clássico “não se meta”. Se você não gosta que te insultem, não insulte. Se você não gosta que te ignorem, não ignore aos demais, e assim em outros casos. Mas o Senhor dá a esse princípio um sentido inesperado: “Façam com os demais o que vocês querem que eles façam com vocês”. É uma mudança positiva cuidar de compreender o outro para saber como amá-lo da maneira que ele necessita ser amado.

Se eu pensasse: “Devo amar minha esposa desta maneira. Como fazer isso? Já sei! Eu queria que minha esposa me acompanhasse vendo uma partida de futebol, por isso vou convidá-la”. Não. A ideia é tratar de descobrir o que ela gosta e amá-la dessa maneira, não da minha. Há coisas que ela gosta e eu não.

Uma mulher que não gostava de futebol (como a maioria) investiu uma boa quantidade de dinheiro e de tempo em ir com seu esposo assistir algumas partidas. Alguém lhe perguntou: “Você gosta tanto de futebol?”. “Não”, respondeu ela, “mas eu gosto do meu esposo”.

Ou seja, a regra de ouro poderia ser interpretada superficialmente, como fazer pelos outros o que queremos que eles façam por nós. Mas creio que o questão essencial é compreendê-los profundamente como nós desejaríamos ser compreendidos. E então tratá-los em termos dessa compreensão

Um pai inteligente disse o seguinte sobre a educação dos filhos: “Deve tratar a todos por igual, ou seja, a cada um de modo diferente”.

Na prática, em que assuntos a regra de ouro pode ser aplicada? Eu creio que esse princípio se aplica tanto a aspectos negativos como a positivos.

Aqui vão alguns aspectos negativos:

Falta de perdão e dificuldade para perdoar

Quando faço algo mal e peço perdão, não gosto que sigam me recriminando continuamente. “Ah! Então não faça isso com seu cônjuge”. Quando temos um problema, minha esposa e eu, gosto que ela venha e me peça desculpas. “Ah! Então comece você a fazê-lo”, me diz a regra de ouro.

Raiva

Não gosto que me tratem de maneira má, que me insultem ou me digam palavras que ferem. Não gosto que fiquem mudos  e não falem (que me “matem” com a indiferença). Não gosto que me faltem com o respeito. E poderíamos agregar outras coisas. Jesus me diz: “Não faça isso aos demais, então”.

Falta de interesse pelo mundo do outro

Fico encantado quando me compreendem, se interessam por mim, fazem um esforço para entender o que se passa comigo, o que penso, os problemas que tenho. Pode-se olhar tudo isso sob outro ponto de vista: Compreenda ao outro, se interesse por seu mundo interior, pelo que lhe passa, pelo que pensa e sente, por buscar uma forma de ajudá-lo.

Esta lista de aspectos negativos poderia ser ampliada indefinidamente com coisas como o ciúme, as suspeitas, o sarcasmo, a ingratidão, para logo descobrir que aplicar este simples princípio pode revolucionar nossos casamentos.

Também queria destacar alguns aspectos positivos na aplicação da regra de outro. Abordarei brevemente três deles: O serviço, o amor expressado em palavras (que não é outra coisa senão o elogio) e em terceiro lugar o contato físico amoro, ou seja, o afeto.

Uma das coisas que nós, os seres humanos, mais apreciamos é que nos sirvam. Por exemplo, quando chegamos em casa gostamos que nossa esposa nos prepare a comida, sirva a mesa, a retire, lave os pratos. Quando nos levantamos pela manhã, é claro, que ela arrume a cama. Você não dormiu nessa cama também? Não te parece justo que você colabore.

Quando vamos comer fora, que bom é quando alguém nos serve! Poderíamos dar uma lista interminável de situações em que gostaríamos que outras pessoas nos servissem.

Todas essas coisas nos agradam, não é certo? Então, sirvamos aos demais.

Um velho provérbio popular diz assim: “Quem não vive para servir, não serve para viver”

Uma vez li que quando Jesus lavou os pés dos discípulos, esses pés estavam muito sujos porque seguramente haviam pisado na rua coisas como esterco de animais que também transitavam por ali. Quando se encontraram no cenáculo não houve um escravo que lavasse os seus pés na entrada! Ninguém disse uma palavra. Ao se assentarem, como as mesas eram muito baixinhas, na verdade se colocavam um ao lado do outro, de modo que tinham os pés de seus amigos muito próximos de seus narizes… Porém, ninguém disse uma palavra.

Jesus se levantou lavou aqueles pés. Que lição! No cenáculo havia pés bem sujos e corações orgulhosos que não estavam dispostos a servir aos outros.

Também podemos melhorar a qualidade de vida das pessoas que nos cercam através de algo muito simples porém, importantíssimo: o amor expressado em palavras e o contato físico carinhoso com nossos entes queridos e com aqueles que não o são tanto.

Em muito lares este tipo de amor não existe. O lugar se parece mais com uma pensão ou um hotel onde se vai para comer e dormir. Há poucas (se há) palavras de reconhecimento e alento. Pouquíssimo tempo para expressar carinho de uns para com os outros. Nesses lares cada um parece ser um expert em detectar defeitos do outro. Quantas pessoas mais velhas  podem falar de traumas em sua vida por falta de carinho que experimentaram em sua infância! Em alguns lares só se escuta reprovações, críticas e queixas.

Mas quantas mudanças se pode alcançar na família quando se pratica o afeto (amor expressado em palavras e contato carinhoso)? Por exemplo, maridos, quanto tempo faz que você não diz à sua esposa que a ama ou o quanto ela está linda? Há quanto tempo não elogia sua comida? Há quanto tempo você não dá um forte abraço em seus filhos? Geralmente na idade pré-escolar é comum que os beijemos e abracemos, mas muitos pais deixam o trato carinhoso quando seus filhos estão maiores, principalmente quando chegam à adolescência e se tornam teimosos. Porém, talvez esse seja um meio de proteger nossos filhos de caírem em relações imorais no futuro. O testemunho daquelas pessoas que caíram em imoralidade sexual, prostituição, homossexualidade ou drogas, é que fizerem isso porque encontraram braços falsos que os aceitaram quando em casa os braços verdadeiros nunca apareceram.

Existe um idioma que às vezes é desconhecido por nós: o do contato físico carinhoso. Uma criança se fere e corre para os braços de sua mãe porque se sente melhor quando ela a recebe e a acaricia. Quando os namorados estão de mãos dadas,  estão dizendo um para o outro: “te amo”. Quando nos saudamos, nos damos a mão ou um beijo (um ser de outro planeta perguntaria: o que estão fazendo?). Um jovem vai uma uma longa viagem, e ao partir, na estação de ônibus, seus familiares dão abraços, beijos e carinhos.

Jesus manifestava constantemente esse tipo de amor. Em Marcos 10:16, percebeu a necessidade das crianças, as tocou e as abençoou. Em Marcos 1:41,42 se encontrou com um leproso e antes de curá-lo, o tocou! Jesus conhecia a necessidade de contato físico amoroso que as pessoa têm, e em especial aqueles enfermos considerados intocáveis.

Quanto bálsamo encontramos no carinho expressado por um ser amado!

Maridos, não sejam ásperos com suas esposas! Uma vez li o livro “A bênção” de Gary Smalley e John Trentque. Ali se dizia que na Universidade de Los Angeles, Califórnia, se havia descoberto que para manter a saúde física e emocional, tanto homens como mulheres necessitam de oito a dez contatos carinhosos por dia. Que tal?

Comece a contar. De manhã, quando você levanta, dê um beijo e acaricie sua esposa. Ao meio-dia, se volta do seu trabalho para almoçar, uma expressão de carinho e elogio. E assim ao longo do dia, até chegar às oito ou dez demonstração de apreço. Num clima assim, as coisas podem mudar.

Em síntese: você gosta que te elogiem e te tratem bem? Faça você com os demais, especialmente com sua esposa!

É verdade que “nem tudo o que reluz é outro”, mas essa regra reluz de verdade, porque é de ouro puro. Trata-se de uma joia que adornará sua vida e poderá deixar como legado paras as gerações futuras.

Hugo De Francesco
Texto traduzido e adaptado do espanhol.
Originalmente publicado no site Vayan e hagan discípulos, com o título “Se puede revolucionar el matrimonio”.

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Dá para dizer que isso é um casamento? https://servolivre.com/2015/11/12/da-pra-dizer-que-isso-e-um-casamento/ Thu, 12 Nov 2015 17:46:43 +0000 https://servolivre.com/?p=8131 O que é casamento? Há algum tempo ouvi uma pregação de Ed René Kivitz acerca do pecado da luxúria [1].

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O que é casamento?

Há algum tempo ouvi uma pregação de Ed René Kivitz acerca do pecado da luxúria [1]. Em determinado trecho de seu sermão, Ed René traça algumas considerações sobre a realidade de jovens adultos que mantêm vida sexual ativa sem casamento. Segundo a declaração do referido pastor, esses jovens já estão casados sem que saibam disso. Apenas estariam em um péssimo casamento, com compromisso parcial. Na figura usada por ele, esses jovens estariam casados com “20% de compromisso”. Na pregação, é relatada a seguinte hipótese:

“Por exemplo, o sujeito tem uma namorada e tem vida sexual ativa com sua namorada por 1 ano e meio. Aí a menina tem um outro namorado com quem tem vida sexual ativa por mais 7 meses. Aí depois transou com três caras diferentes em três finais de semana diferentes porque estava sozinha. Aí depois arrumou um noivo. Vai casar. Aí vem pro pastor, que vai fazer esse casamento. Bom, já deve ser o sexto casamento dela. Não é o primeiro. É o 6º, o 7º, o 8º, sei lá. É o 7º depois de 6 péssimos casamentos”.

Logo em seguida, ao falar sobre necessidade de estabilidade e segurança na relação conjugal, o pastor fez a seguinte observação:

“Alguém acha mesmo que vai para o inferno quem tem vida sexual ativa e não é casado ou quem transou ou deixou de transar? A questão não é ‘Deus castiga’, ‘é pecado, Deus condena’. A questão não é ‘é pecado, vai pro inferno’. Nosso apetite legítimo não é de sexo. Nós não somos bicho, nós não vivemos o ciclo do sio. Nós somos gente, para amar, dar amor… Tratar-se e tratar o parceiro com dignidade. Você está comprometido a ter esse seu parceiro com dignidade e assumi-lo por completo. Então desfrute”.

No fundamento da declaração desse pregador está uma definição de matrimônio diferente da que é tradicionalmente aceita. Para essa definição, a relação entre duas pessoas se configura como vínculo conjugal quando há relação sexual. Ou, além disso, quando há comunhão de afetos. Sendo assim, quando houver comunhão de afetos haverá um casamento, ainda que incompleto. Em um texto de outro autor que defende essa concepção, li a seguinte afirmação:

“o casamento é algo que acontece no simples apegar, ajuntar, não dependendo de mais nada nem de ninguém. Casamento perante Deus acontece naturalmente e é fruto de amor e compromisso. O resto é costume humano”.

Logo na primeira vez em que tive contato com essa definição de casamento, me pus a refletir sobre o tema, e a buscar o que as Escrituras afirmam sobre a configuração matrimonial: que elementos deve haver em uma relação entre duas pessoas para que se configure um vínculo conjugal?

Tal pergunta é de extrema e fundamental importância, pois, além do fato do casamento ser algo instituído por Deus, precisamos considerar que nossa resposta terá desdobramentos sobre outros ensinos bíblico, como é o caso do divórcio (o que é, quando e como ocorre). Seria altamente irresponsável não analisar como um determinado conceito de casamento teria desdobramentos sobre a ideia de divórcio.

O ensino sobre divórcio tem significativa importância no Novo Testamento, sendo mencionado nos três Evangelhos Sinóticos. No Evangelho de Mateus, Jesus fala sobre esse tema em duas ocasiões (Mt. 5:31-36; Mt. 19:1-12; Mc. 10:1-12; Lc. 16:18). Nem mesmo Marcos, o menor dos evangelhos, deixa de registrar o ensino de Jesus sobre o tema. Além disso, Paulo também ensina sobre o assunto (I Co. 7:10-17). E o Antigo Testamento já deixara registrado, através do profeta Malaquias, a solene e severa repreensão feita pelo próprio Deus:

“Eu odeio o divórcio”, diz o Senhor, o Deus de Israel (Ml. 2:16).

Diante do ensino bíblico sobre o divórcio, deveríamos pensar no seguinte: como aplicá-lo quando a atividade sexual entre dois jovens já é considerada casamento? Essa é uma pergunta importantíssima. Se um casal de namorados, só por manter relações sexuais já podem ser considerados como casados, então o fim do namoro seria um divórcio? Quando ficaria caracterizado o divórcio em tal relação? Além disso, se o namoro pode ser considerado casamento, ele estaria regido pelo princípio “o que Deus uniu, ninguém o separe” (Mt. 19:6)? O namoro seria marcado pela indissolubilidade?

Além disso, precisamos de uma definição clara sobre o que é o casamento até mesmo para entendermos o que é o adultério, outro tema de grande importância. Jesus fala desse tema com tal seriedade que, após dizer que o homem que olhar para uma mulher já comete adultério em seu coração, continua dizendo:

“Se o seu olho direito o fizer pecar, arranque-o e lance-o fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ser todo ele lançado no inferno” (Mt. 5:29).

Paulo afirma que adúlteros não herdarão o reino de Deus (I Co. 6:9-11). Já o autor da carta aos Hebreus escreve: “O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros”(Hb. 13:4). Por fim, o Senhor diz a João que os adúlteros ficarão de fora da Cidade Santa (Ap. 21:8)

Diante de tudo isso, fica ainda mais clara e evidente a necessidade de termos uma definição correta sobre o casamento. Tal definição não pode ser tratada como um tema secundário, de pequena importância. Isso não é possível, pois há importantes mandamentos bíblicos que, para serem compreendidos, dependem de uma definição do que seja casamento.

Comunhão de afetos ou o amor sentimental é suficiente?

A mais completa fala de Jesus sobre a configuração da relação matrimonial está no seu ensino sobre a indissolubilidade da mesma:

“Ele respondeu: “Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’? Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe” (Mt. 19:4-6).

Pouco depois Jesus fala sobre o divórcio:

“Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério” (Mt. 19:9).

Ao lermos a definição de Jesus sobre o casamento, talvez alguns de nós pensem que basta a comunhão afetiva ou o amor sentimental para que haja casamento. Contudo, basta lermos o versículo 9 para vermos com clareza que nem toda relação onde há essa comunhão de afetos se configura como casamento. Não quero entrar nos pormenores do que significa “imoralidade sexual” nesse versículo, mas logo na primeira leitura vê-se que existem relações entre homem e mulher que não formam casamento diante de Deus.

O texto diz que o homem que se divorcia, exceto por causa de imoralidade sexual, e se casa de novo comete adultério. Fica a pergunta: porque esse homem está em adultério? Ora, ele está em adultério no segundo casamento, pois o primeiro casamento não está dissolvido diante de Deus. Portanto, mesmo que haja um vínculo afetivo com a segunda esposa, mesmo que haja casamento formal, esse homem ainda estará casado com a primeira esposa diante de Deus. Se assim não fosse, não estaria em adultério. Portanto, ao menos nesse caso podemos ver que comunhão afetiva, ou o amor sentimental, não é suficiente para caracterizar um casamento.

Então, o que caracteriza um casamento? O que faz com que a relação entre um homem e uma mulher forme um casamento? Por que o homem de Mt. 19:9 ainda permanecia casado com a primeira mulher, ainda que separado dela? Ora, Malaquias nos dá essa resposta:

“Porque o SENHOR foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira, e a mulher da tua aliança” (Ml. 2:14)

O livro de Provérbios nos fala sobre a mulher adúltera, a qual “abandona aquele que desde a juventude foi seu companheiro e ignora a aliança que fez diante de Deus” (Pv. 2:17).

Ao lermos Malaquias e Provérbios, vemos que há um elemento que caracteriza o casamento: a Aliança, um pacto, um compromisso que possui um conteúdo específico.

A Aliança no casamento e seu conteúdo

Como vemos, aliança é elemento caracterizador do casamento. E aqui estamos falando do pacto,  do compromisso assumido entras as partes no casamento.

Compromissos, acordos, pactos, contratos são elementos que fazem parte do nosso cotidiano. Todos eles, de certa forma, são alianças. O que faz com que a aliança do casamento seja diferente da aliança feita entre sócios para formar uma sociedade empresária? O conteúdo da aliança. O compromisso assumido no casamento é completamente diferente do compromisso assumido em um acordo comercial, por exemplo.

Qual é conteúdo da aliança de casamento? Essa aliança envolve tanto benefícios a serem desfrutados (como a amizade, o companheirismo, a intimidade, a vida sexual etc.), como também responsabilidades a serem assumidas e exercidas (fidelidade, cuidado etc.). Podemos dizer isso de outra forma: Ao realizar a aliança de casamento, os cônjuges assumem tanto bônus quanto ônus da mesma. E quem não fez essa aliança (com seus bônus e ônus), não está casado.

Podemos dizer que a vida sexual é um bônus da aliança de casamento. Paulo não concebe o sexo fora da aliança do casamento. Tanto que a opção que Paulo apresenta para quem “não consegue se conter” é o casamento:

“Digo, porém, aos solteiros e às viúvas: é bom que permaneçam como eu. Mas, se não conseguem controlar-se, devem casar-se, pois é melhor casar-se do que ficar ardendo de desejo” (I Co. 7:8-9).

Não existe a opção “vida sexual fora do casamento”. E a aliança do casamento inclui também certos ônus. Por exemplo, o de procurar a satisfação do parceiro:

“O marido deve cumprir os seus deveres conjugais para com a sua mulher, e da mesma forma a mulher para com o seu marido. A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido. Da mesma forma, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher” (I Co. 7:3-4).

Contudo, há outros ônus da aliança do casamento que precisam ser lembrados. Pedro diz aos maridos:

“Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento” (I Pe. 3:7) – ARA

A “vida comum do lar” é elemento caracterizador da aliança de casamento. Pedro não fala sobre “vida comum do lar” apenas como uma modalidade de casamento, como se houvesse a opção “casamento sem vida comum do lar”. Essa vida comum é da própria natureza do casamento. É o deixar pai e mãe para constituir outra família (Gn. 2:24). Portanto, um casal de namorados que mantêm vida sexual, sem assumir o desafio da “vida comum do lar” (que inclui renúncias, perdas, compreensão, discernimento, etc.), não assumiu, de forma alguma, a aliança do casamento. Embora haja compromissos no namoro (como o de lealdade), não há o compromisso do casamento. Sexo, amor e compromisso são elementos do casamento, mas sem a aliança específica do matrimônio (com seus bônus e ônus), não há casamento.

A vida sexual sem a aliança conjugal é uma forma de desfrutar os bônus do casamento sem arcar com a completude de seus ônus. É uma forma de livrar-se das preocupações inerentes ao casamento, da quais Paulo fala:

“aqueles que se casarem enfrentarão muitas dificuldades na vida, e eu gostaria de poupá- los disso” (I Co. 7:28).

“Gostaria de vê-los livres de preocupações. O homem que não é casado preocupa-se com as coisas do Senhor, em como agradar ao Senhor. Mas o homem casado preocupa-se com as coisas deste mundo, em como agradar sua mulher, e está dividido. (I Co. 7:32-34).

A forma da Aliança

Até aqui falamos sobre a aliança e seu papel como elemento configurador do casamento. E essa aliança tem um conteúdo específico. O compromisso de namoro ou de noivado não são casamento. Casamento inclui a “vida comum do lar”, o “deixar pai e mãe”, conforme Gn. 2:24. Mas, como se faz essa aliança? Qual é a forma de realizá-la?

Ora, acerca desse tema a Bíblia não prescreve uma forma específica. Muitos dos elementos que hoje fazem parte da tradicional cerimônia de casamento não estão na Bíblia. Exemplo disso é o anel de aliança. A Bíblia fala sobre o casamento, mas a forma como ele é realizado é construída social e culturalmente. Cada cultura apresenta uma forma específica de realizar a chamada “cerimônia de casamento”.

Quanto aos casamentos na Bíblia, Márcio Carvalho [2] escreve o seguinte:

“Por exemplo, existiam as cerimônias de casamento tanto públicas como particulares e algumas envolviam vestes especiais (Sl 45.13-14). As noivas usavam joias (Is 61.10) e cobriam-se com véus (Gn 24.65). Além disso, havia também alguns hábitos e uma cerimônia em que estavam presentes os amigos e amigas da noiva (Sl 45.14). Já o noivo, tinha um amigo especial e outros auxiliares como se fossem padrinhos! (Gn 24.65; Jz 14.11; Sl 45.13-14; Is 61.10; Mt 9.15) Enfim, não há dúvidas de que existia uma cerimônia, um ato que legalizava o casório”.

No caso de nossa sociedade, há um instituto jurídico definido como casamento, distinto de outro que tem sido largamente usado: a união estável. É importante observar que união estável não é casamento. E essa diferença não é apenas legal, mas diz respeito à própria intenção na escolha feita por um instituto ao invés de outro. Essa diferença fica clara quando observamos há razões internas que levam uma pessoa a optar pela união estável quando poderia optar pelo casamento. Não são poucos os casos que conheço de pessoa que preferem viver juntas sem se casarem porque é mais fácil “se juntar do que casar”, além de facilitar na hora da separação, ou diminui as “burocracias” caso a convivência não dê muito certo. O motivo por traz da escolha pela união estável mostra que ela é uma forma de não assumir plenamente os ônus do casamento. Portanto, não há aliança de casamento.

Conclusão

Não são poucos os chamados bíblicos para que nós vivamos em santidade. Sem santificação, ninguém verá o Senhor (Hb. 12:14). Além disso, Paulo nos ensina:

“A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o próprio corpo de maneira santa e honrosa, não com a paixão de desejo desenfreado, como os pagãos que desconhecem a Deus. Neste assunto, ninguém prejudique a seu irmão nem dele se aproveite. O Senhor castigará todas essas práticas, como já lhes dissemos e asseguramos. Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade”(I Tessalonicenses 4:3-8).

Diante dessa palavra, temos o dever de guardar nossas mentes e corações de qualquer ensino que venha a corromper a santidade. Portanto, qualquer ensino sobre casamento que contrarie a definição bíblica deve ser rejeitado e resistido. A ideia de que a mera comunhão de afetos configura o casamento não é bíblica. Pelas Escrituras, o casamento se forma pelo pacto, pela aliança, e é por essa aliança que ele é sustentado.

Em Cristo,

Anderson Paz
Coautor do livro “Casamento, Imoralidade Sexual e Divórcio”.

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[1] Áudio da pregação de Ed René Kivitz disponível no site da IBAB
[2] No texto “É possível não fazer sexo antes do casamento?”. Disponível no site da revista Ultimato. Acessado em 21/01/2012.


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