Uncategorized Archives · Servo Livre https://servolivre.com/category/reflexoes/uncategorized/ Nosso propósito é edificar o Corpo de Cristo Mon, 18 Jul 2016 04:01:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://servolivre.com/wp-content/uploads/2024/10/cropped-servolivre-favicon-32x32.png Uncategorized Archives · Servo Livre https://servolivre.com/category/reflexoes/uncategorized/ 32 32 “Que bonitinho… mas tá errado!” https://servolivre.com/2013/10/16/que-bonitinho-mas-ta-errado/ https://servolivre.com/2013/10/16/que-bonitinho-mas-ta-errado/#comments Wed, 16 Oct 2013 03:01:32 +0000 http://conexaoeclesia.com/?p=5810 ____________________________ NOTA DE ESCLARECIMENTO: Em função dos muitos questionamentos levantados em função deste post, recomendamos que sua leitura seja complementada

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NOTA DE ESCLARECIMENTO: Em função dos muitos questionamentos levantados em função deste post, recomendamos que sua leitura seja complementada com a do post:  “Expectativas irreais”, “exigências impossíveis” e outros esclarecimentos.
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Nos últimos anos temos visto o surgimento de ministérios dedicados a promover entre os jovens a valorização da pureza sexual e da espera em santidade pelo casamento. Não se pode negar que esses ministérios têm alcançado bons frutos. Em meio a tantos jovens que vivem mergulhados na lama da impureza e imoralidade, ministérios que tratem desses assuntos são de especial importância. Contudo, podemos perceber que o discurso de alguns desses ministérios, ao mesmo tempo que carrega méritos, também pode induzir certos jovens a uma expectativa irreal, uma espera por algo que simplesmente não existe. Com suas abordagens sobre “príncipes e princesas”, produzem uma visão excessivamente romântica da vida, própria dos contos de fadas, que é falsa e nunca se realizará. Exemplo disso está na frase abaixo, que foi publicada no Facebook por um desses ministérios:

“A pessoa de Deus para sua vida arranca sorrisos, e não lágrimas”.

A frase acima promove uma expectativa falsa, ilusória, pois simplesmente não existe a pessoa que só nos faça rir, posto que sempre estaremos lidando com pessoas pecadoras, tal como nós mesmos somos. As pessoas que amamos nos fazem chorar, da mesma forma que elas choram por nossa causa. Somos pecadores.

Quando alguém decide se casar, está casando com um ser humano, portanto, com um pecador. Ainda que seja um discípulo de Jesus, comprometido de todo coração em acertar, ainda assim é um pecador, falho, imperfeito. Portanto, muitas vezes o casamento não será um espaço de alegrias, mas um exercício de perdão. Paulo já nos disse que o amor é sofredor. Ele tudo sofre (I Co. 13:7).

Aquilo que só nos faz rir não é amor, mas é a paixão, cega, burra e ilusória.

Se Jesus nos diz que devemos perdoar nossos irmãos 70 vezes 7, certamente isso se aplica aos cônjuges. Antes de serem marido e mulher, os cônjuges são irmãos em Cristo, co-herdeiros da mesma graça de vida (I Pe. 3:7), e por isso o casamento é um vínculo em que se deve viver integralmente mandamentos como:

“Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo” (Ef. 4:32).

“Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou” (Cl. 3:13).

Se precisamos ter um coração perdoador, é porque sofreremos danos a serem perdoados.

Além disso, precisamos lembrar que o casamento cristão tem por propósito ser uma expressão da relação entre Cristo e a Igreja. Por isso, o casamento também deve ser visto como algo que Deus usa para nos fazer mais parecidos com Jesus, para moldar o nosso caráter.  Um cônjuge que compreende esse propósito, não se fará cúmplice dos erros da outra parte. Não será como Safira, que foi cúmplice da mentira de Ananias. Muito pelo contrário, terá um coração disposto a, em amor, confrontar o pecado. E quando somos confrontados, muitas vezes choramos. Às vezes choramos por estarmos endurecidos e resistirmos ao confronto. Porém, por sermos discípulos de Jesus, nos quebrantamos, e o nosso choro será de arrependimento.

Ora, se nem mesmo Deus, que é puro amor, nos trata apenas nos fazendo rir, porque podemos esperar que o cônjuge faça isso?

Portanto, ao entrar no casamento, tenha clareza que você está descendo a uma das oficinas do Oleiro, onde Ele molda o barro. Nem sempre haverá risos. Haverá muitas lágrimas. Mas siga confiando que Deus está moldando a sua vida, para transformar o seu caráter e te fazer mais parecido com Jesus.

*Para maiores esclarecimentos, leia “Expectativas irreais”, “exigências impossíveis” e outros esclarecimentos.

Em Cristo,

Anderson Paz
Twitter: @andersonpaz
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O que nos atrapalha de ouvirmos Deus https://servolivre.com/2013/06/10/o-que-nos-atrapalha-de-ouvirmos-deus/ Mon, 10 Jun 2013 02:11:32 +0000 https://servolivre.com/?p=8322 Todos os que desejam ser cristãos e livres da religiosidade, querem viver integralmente de forma que agrade a Deus. Sabem

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Todos os que desejam ser cristãos e livres da religiosidade, querem viver integralmente de forma que agrade a Deus. Sabem que só assim encontrarão verdadeira satisfação, não importa onde estejam: na escola, no trabalho, na rua, em casa, na padaria, em todos os lugares. Quem busca isso de coração, sabe que só é possível alegrar a Deus quando damos ouvidos a Ele. Mas essa tarefa requer de nós posturas que confrontam nosso ego e ao pensamento deste mundo.

Gostaria de citar dois erros que identifiquei em minha vida, na esperança de ajudar você que quer ouvir Deus e agradá-lo.

O primeiro deles é o desejo de eliminar as situações rapidamente  para ter menos questões para resolver. Ou seja, a pressa para ver as soluções. Numa vida tão corrida como a nossa, existe quase uma “ditadura das coisas urgentes” surgindo diariamente. Somos pressionados internamente a procurar mais rapidez. Porém, creio que este pensamento em muitos momentos nos leva a atropelarmos as situações e fazermos coisas que Deus não deseja. Ou a não fazermos as coisas da maneira de Deus, dando pouca importância à vontade do Senhor.

Outro estigma que nos persegue é o de que parados, estamos “desistindo da guerra”. O ativismo agrava em nós certa sensação de perda. pois pode parecer que não estamos produzindo. A verdade é que temos muito a fazer para o Reino no Deus, mas só se pode produzir nele quando agimos em obediência à voz do Senhor.

Em toda e qualquer situação precisamos preservar o desejo de ouvir o caminho de Deus e obedecer. Em muitos casos Deus livrou os seus sem que ao menos tivessem que fazer qualquer esforço senão o de obedecê-lo. Como nos mostram as situações abaixo.

Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento do SENHOR, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais os tornareis a ver. Êxodo 14.13

Nesta batalha não tereis que pelejar; postai-vos, ficai parados, e vede a salvação do SENHOR para convosco, ó Judá e Jerusalém. 2 Cronicas 20.17

Que nosso coração aprenda a se calar de verdade e ouvir a estratégia do Senhor dos exércitos a fim de sermos agradáveis a Ele. Que nossa razão ou sentimentos não nos dominem. Mas, sejamos livres dos ditames deste mundo, para experimentarmos um vivo relacionamento com nosso Deus.

Ana Carolina de Assis Brum Pires
Twitter: @AnaCBrum
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Canal para ouvir Deus

 

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Religião não define caráter https://servolivre.com/2013/02/11/religiao-nao-define-carater/ https://servolivre.com/2013/02/11/religiao-nao-define-carater/#comments Mon, 11 Feb 2013 17:15:57 +0000 https://servolivre.com/?p=8478 Há cerca de dois anos, a Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) realizou uma campanha de promoção do ateísmo,

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Há cerca de dois anos, a Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) realizou uma campanha de promoção do ateísmo, utilizando-se de outdoors espalhados  na capital gaúcha. Um desses outdoors exibia as fotos de Charles Chaplin, que era ateu, e Adolf Hitler, que acreditava em Deus, com os dizeres “religião não define caráter”.

Quanto à mensagem do outdoor citado, posso afirmar que ela possui certa concordância com que Paulo já havia dito, em sua carta aos Romanos, há quase 2.000 anos . Ele adverte os religiosos judeus ao dizer: “Eis que tu que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus… Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei?” (Rm. 2:17-23). Já quanto aos não-judeus, Paulo diz o seguinte: “quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os” (Rm. 2:14,15).

O que Paulo está dizendo é que a adesão intelectual à alguma concepção religiosa não traz mudança alguma. Meras regras de comportamento não mudam o coração. Paulo chega a dizer que regras como “não toque”, “não use” ou “não manuseie”, não tem poder algum sobre os impulsos humanos (Cl. 2:21-23). Já quanto à mera crença em Deus, Tiago nos diz: “Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios crêem — e tremem!” (Tg. 2:19).

Até o momento, como vemos, não há diferença entre o ensino de Paulo e de Tiago e o outdoor da campanha ateísta aqui citada. Mas, o que o Evangelho apresenta de diferente? O que a mensagem de Cristo tem para se apresentar capaz de mudar o caráter de indivíduos?

O Evangelho traz consigo uma experiência que o mundo não consegue compreender: o novo nascimento. Paulo nos diz que “em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura” (Gl. 6:15). E João nos ensina: “Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado, porque a semente de Deus permanece nele; ele não pode estar no pecado, porque é nascido de Deus” (I Jo. 3:9).

É a partir da experiência do novo nascimento que tudo muda na vida de quem recebe o Evangelho de Jesus. Se queremos ver pessoas com caráter transformado, semelhante ao de Cristo, nossa mensagem deve ser permeada, não com meros conceitos ou regras humanas, mas com a Palavra capaz de produzir o milagre do novo nascimento. Afinal, como disse o próprio Senhor: “É necessário que vocês nasçam de novo” (Jo. 3:7).

Em Cristo,

Anderson Paz

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A perigosa missão cumprida https://servolivre.com/2012/07/30/a-perigosa-missao-cumprida/ Mon, 30 Jul 2012 16:41:12 +0000 https://servolivre.com/?p=8088 A sensação de alívio ao finalizarmos uma tarefa, que é da nossa responsabilidade, pode ser experimentada em várias áreas da

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A sensação de alívio ao finalizarmos uma tarefa, que é da nossa responsabilidade, pode ser experimentada em várias áreas da vida. O gosto da missão cumprida surge no momento de uma promoção profissional, na conclusão de um projeto ou quando nossos filhos alcançam seus objetivos. Em nossa caminhada cristã, esse sentimento também pode surgir após um período de provação e sofrimento; depois de um tempo de disciplina, ou quando obtemos êxito em pregar o Evangelho, ou ao exercermos algum outro serviço à igreja.

Talvez a sensação de missão cumprida seja um dos sentimentos mais prazerosos que temos, pois nele nos vemos livres da tensão da responsabilidade, aliviados das obrigações e da sobrecarga. Esse momento costuma ser um tempo de descanso, de dar férias a si mesmo, de autogratificação. Afinal, depois de tanto trabalho, seria justo termos um momento assim.

Contudo, o momento da missão cumprida, ainda que curto, é um dos períodos de maior perigo em nossa caminhada. Pois, por entendermos que esse é um tempo de descanso, reduzimos nossa atenção, cedemos à distração e corrermos o sério risco de baixar a nossa guarda, mesmo estando em uma guerra constante: a guerra contra o pecado (Hb. 12:14).

Por isso, necessitamos observar a advertência que Paulo nos faz: “Não durmamos como os demais, mas estejamos atentos e sejamos sóbrios … Nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo a couraça da fé e do amor e o capacete da esperança da salvação” (I Ts. 5:6-8). Em outras palavras, não deixemos que o descanso, o sono, as distrações, retirem de nós a consciência de que estamos em guerra espiritual. É preciso vigiar constantemente, pois enquanto estivermos nesta vida, não teremos dia para tirar nossa armadura (Ef. 6:10-18).

Só assim, com vigilância e oração, poderemos dizer como Paulo ao fim de sua vida: “combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda” (II Tm. 4:7-8).

Fique atento, se fortaleça em Deus, e assim receberá a recompensa que Ele tem para você.

Em Cristo,

Anderson Paz 

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Do jeito que o diabo gosta https://servolivre.com/2012/07/06/do-jeito-que-o-diabo-gosta/ https://servolivre.com/2012/07/06/do-jeito-que-o-diabo-gosta/#comments Fri, 06 Jul 2012 02:26:42 +0000 https://servolivre.com/?p=8058 “Jesus virou-se e disse a Pedro: “Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e

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“Jesus virou-se e disse a Pedro: “Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens” (Mt. 16:23).

Nem todos prestam a devida atenção ao que Jesus disse no texto acima: Satanás pensa nas coisas dos homens. Jesus não disse que Satanás pensa nas coisas do inferno, ou nas coisas explicitamente demoníacas. Ele simplesmente pensa nas coisas dos homens. E a ação do diabo sobre o homem consiste em fazê-lo pensar a existência, a vida e sua conduta a partir de si mesmo, e não a partir de Deus. Para ele é suficiente que o homem enxergue as coisas através da ótica humana, afastando-se da ótica divina. Assim, o diabo alcança seu intento, sem necessariamente nos levar à imoralidade ou nos transformar em satanistas ou outra coisa do gênero.

O que Pedro disse a Jesus no texto citado? Aos nossos olhos, nada de mais. Jesus estava explicando aos discípulos o quanto sofreria em Jerusalém e que seria morto. Pedro, preocupado em preservar a vida de seu mestre, disse: “Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecerá!” (Mt. 16:22). O que há de diabólico nisso? Aparentemente nada. Mas, essencialmente, tudo. Afinal, a cruz era a vontade do Pai para Jesus: “Agora meu coração está perturbado, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não; eu vim exatamente para isto, para esta hora” (Jo. 12:27). Preservar a própria vida não parecia diabólico. Era apenas um instinto humano. Pedro desejava o bem de Jesus. Contudo, essa atitude consistia em desviar-se da vontade de Deus.

Somos chamados a enxergar a vida pela perspectiva divina. É Ele quem nos diz: “os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos … Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos” (Is. 55:8,9). Ele nos convida a confiar nele, mesmo quando o caminho parece incompreensível, difícil e até mesmo nos custe a nossa vida. Ainda que às vezes seja difícil de entender, não há melhor decisão do que a de confiar na visão do nosso Pai de amor. Entregue-se aos cuidados de Deus e descanse no Seu amor.

Em Cristo,

Anderson Paz
 

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Conexão Eclésia de cara nova https://servolivre.com/2012/04/01/conexao-eclesia-de-cara-nova/ Sun, 01 Apr 2012 19:22:48 +0000 https://servolivre.com/?p=7934 The post Conexão Eclésia de cara nova appeared first on Servo Livre.

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O dia em que perdi minha Bíblia https://servolivre.com/2011/07/06/o-dia-em-que-perdi-minha-biblia/ https://servolivre.com/2011/07/06/o-dia-em-que-perdi-minha-biblia/#comments Wed, 06 Jul 2011 06:00:04 +0000 http://conexaoeclesia.com/?p=1241 [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=yu45UX6z4VI] Chegamos à nossa nova casa há poucos meses, e recentemente estive me lembrando do dia da nossa mudança, que

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[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=yu45UX6z4VI]

Chegamos à nossa nova casa há poucos meses, e recentemente estive me lembrando do dia da nossa mudança, que foi marcante em pelo menos dois aspectos. Primeiramente pelo stress de toda mudança, mas também pela preocupação que me veio por pensar que havia perdido minha Bíblia.

Logo que comecei a arrumar minhas coisas, percebi que minha Bíblia havia desaparecido. Então comecei a revirar tudo para encontrá-la. Posso dizer que essa Bíblia tem um certo valor sentimental, pois nela tenho muitas anotações. Contudo, havia mais um motivo de peso para encontrá-la. Durante a mudança, eu havia deixado dentro da Bíblia um envelope com uma quantia em dinheiro para pagamento de algumas contas. Então, quando minha Bíblia sumiu, a preocupação apareceu. Afinal, como eu pagaria minhas contas?

Comecei a revirar tudo. Me senti como a mulher que procurava a dracma perdida. Já era madrugada, e quem estava aqui em casa talvez tenha se surpreendido ao ver meu empenho em achar uma Bíblia naquele horário. Só uma pessoa com muita fome da Palavra poderia estar fazendo aquilo.

Depois de procurar em quase todos os lugares, decidi dormir para que conseguisse acordar o mais cedo possível e ir à casa antiga, a fim de encontrar minha Bíblia lá. No dia seguinte, antes de sair, resolvi procurar mais uma vez. Então percebi que havia uma pequena caixa que eu ainda não havia aberto. Quando a abri, para minha alegria, lá estava a Bíblia. E para o meu alívio, lá estava o envelope.

Então, voltei ao quarto para dormir mais um pouco. Mas, assim que deitei, comecei a pensar sobre essa situação e a me perguntar se eu teria tal empenho em procurar a Bíblia apenas por ela mesma, já que Jesus nos disse: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna” (Jo. 6:27). E também declarou: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt. 4:4).

Nas Escrituras temos um tesouro de inestimável valor. João nos diz, em seu Evangelho, que relatou a vida de Jesus para que creiamos que este é o Filho de Deus, e assim tenhamos vida (Jo. 20:31). Já quanto à sua 1ª epístola,  ele a escreveu para sabermos que temos a vida eterna (I Jo. 5:13). O Evangelho de Lucas foi escrito para que seu leitor tivesse plena certeza das verdades em que havia sido instruído (Lc. 1:1-3). Paulo nos diz que, para nossa segurança não se cansava de escrever as mesmas coisas (Fp. 3:1).

São incalculáveis as riquezas que encontramos na Bíblia, pois ela “é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,  a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra (II Tm. 3:16,17). Pela paciência e consolação que nela há, temos esperança (Rm. 15:4).

Poderíamos citar aqui vários benefícios que recebemos por meio das Escrituras. Mas experimentá-los  é bem melhor do que saber sobre eles.

Que experimentemos das palavras de Deus, a tal ponto que possamos dizer que elas “são mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa” (Sl. 19:10,11).

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